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Tema Transversal para a Espiritualidade

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TEMA TRANSVERSAL PARA A ESPIRITUALIDADE: OS DESAFIOS DA VIVÊNCIA DA FÉ CRISTÃ NA SOCIEDADE ATUAL

Certa vez, o Papa Francisco afirmou que devemos possuir uma fé autêntica, a qual não é cômoda nem individualista. O Pontífice continua seu pensamento, mostrando que a fé comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo e seu exercício deve favorecer a transmissão de valores que possam deixar a Terra um pouco melhor para a posterioridade.

Dessa forma, o objetivo da educação cristã é formar pessoas que, inquietas com a realidade do mundo, se engajem para revolucioná-lo com o amor de Cristo. Nesta perspectiva, grupos de espiritualidade têm um papel-chave, auxiliando as pessoas na busca pelo sentido da vida, levando-as a uma conexão com algo maior que si mesma, problematizando conceitos que transcendem o tangível.

Em contrapartida a tudo isso, existe uma série de barreiras a serem rompidas, para que as pessoas alcancem a plenitude da conexão com Cristo. Essas barreiras incluem a falta de interesse, a secularidade e a pressão social.

Muitas vezes, a fé é apresentada, recoberta por um conjunto de estereótipos que desencadeiam o desinteresse por parte das pessoas, fazendo com que elas generalizem experiências negativas com o Sagrado. Por exemplo, uma pessoa que não se sinta acolhida em um grupo de oração pode tomar o gesto de não acolhimento como um incômodo na sua vida, desestimulando o desenvolvimento de sua espiritualidade.

Acolhimento é fundamental. No livro do Apocalipse de São João, capítulo 3, versículo 20, Cristo disse: Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele Comigo. Nesta passagem, Cristo mostra que Ele está por perto, que é amigo e não irá julgar. Fato semelhante ocorre na história de Maria Madalena, quando Jesus não a condena e a envia para uma vida limpa do pecado; ela entende a mensagem e compreende quem é Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!”

A sociedade atual tem como principal característica o fato de ser marcada por profundas transformações. Com o avanço da tecnologia, a informação é cada vez mais rápida, modificando o modo de pensar e de viver das pessoas. Neste contexto, surge a secularidade. O viver sem Deus, sem a religião e sem a fé culmina em uma inversão de valores, levando homens e mulheres a um vazio que é erroneamente preenchido pelas coisas mundanas. Assim, as pessoas passam a construir sua realidade sobre um frágil banco de areia. Sem a base sólida da fé, esta realidade pode ser facilmente destruída por uma leve corrente de ventos. A espiritualidade cristã tem um papel de suma importância na mudança de paradigmas da sociedade, apresentando Cristo como o significado real e verdadeiro para a vida dos seres humanos. Cristo é o caminho para a construção de uma realidade pautada na fé, na esperança e na caridade.

Existe uma enorme pressão social na escola, no trabalho e na família, para se encaixar dentro de um determinado grupo. Frágeis na fé e muitas vezes acuadas, as pessoas acabam se moldando de acordo com o ambiente em que estão, culminando na criação de múltiplas personalidades que não condizem com o verdadeiro ser do indivíduo. Máscaras são colocadas de acordo com as circunstâncias, impedindo às pessoas de verem Cristo; elas estão desintegradas. Nesse sentido, é necessário desfazer as amarras sociais e levar a pessoa a um caminho de comunhão com Cristo, demonstrando que Ele a chama pelo nome para um amor particular, convidando-a para um autoconhecimento que visa acabar com as “máscaras” do convívio social, levando a uma verdadeira conversão cristã, a uma mudança de vida.

            A vivência da fé cristã, então, pautada na necessidade de recuperar o espaço do amor na vida das pessoas, vem ampliar o olhar dos alunos de acordo com os valores cristãos, de maneira a formar seres humanos que consigam ter em Jesus seu espelho, passando a agir com o protagonismo do líder e, ao mesmo tempo, com a humildade do servo. Essa nova conduta de vida, baseada nos princípios cristãos e dentro dos padrões bíblicos, levará a pessoa a viver uma vida diferente, dedicada a Deus, renunciando a atitudes que não forem condizentes com o cristianismo. No romance cristão “Em seus passos o que faria Jesus?”, o escritor e pastor norte-americano Charles Sheldon convida a todos a fazerem uma reflexão, perguntando-se: será que as minhas atitudes estão coniventes com aquilo que Jesus nos ensinou? Jesus veio ao mundo para ensinar o amor, puro e verdadeiro. Será que estamos amando o próximo como gostaríamos de ser amados? Será que estamos tratando o outro da mesma forma que gostaríamos de ser tratados? Será que estou perdoando 7 vezes 70, como disse Jesus a Pedro?

            Essas são algumas perguntas que nos colocam contra a parede e nos fazem refletir sobre os vários desafios que temos nos dias atuais, quando dizemos ser cristãos. Vamos, juntos, fazer a diferença! Ser cristão não é apenas dizer que acredito: é sim ter coragem de “remar contra a corrente”, é tentar mudar o mundo, começando por mudar a própria maneira de pensar e agir, é tentar também aumentar a fé (crença, confiança) de todos aqueles que nos rodeiam, incluindo também a nossa. Como diz Santo Agostinho, é compreender que “a medida do amor é amar sem medida”.

 

Breno Marcos Almeida

Coordenador do Espiritualidade Magnum