Logo Magnum

Carta aberta à sociedade

Leia em PDF

Regidos pelos princípios éticos atemporais da filosofia agostiniana, nossa missão sempre foi atuar em parceria com as famílias belo-horizontinas, contribuindo para a formação completa de suas crianças e adolescentes.

Há décadas, desenvolvemos com nossa equipe, pais e alunos as competências e habilidades socioemocionais. O tema está em evidência na atualidade, mas faz parte da nossa vanguarda de encontros e correspondências mantidos com as famílias. Tudo isso para quê? Para administrarmos nossas emoções, sabermos viver em sociedade, entender que nossa opinião não deve se sobrepor ao direito do outro.

Acreditamos que a escola é o eixo de equilíbrio de uma sociedade. Afinal, é no ambiente educacional que nascem os questionamentos sobre comportamentos, “lá fora” tão comuns. É na escola que aprendemos a nos posicionar, a debater ideias, a ouvir e sermos ouvidos. Neste ano, que marca nossos 25 anos, somos levados a, mais uma vez, cumprir o nosso papel: refletir sobre os caminhos da nossa sociedade, que muitas vezes passa por cima de princípios fundamentais, como a presunção da inocência, a proteção integral à criança e ao adolescente e o direito de ir e vir.

Tudo o que temos vivido mostra o quanto nossa sociedade precisa avançar na compreensão sobre o peso da palavra dita e a importância do caminho da Justiça. Não podemos retornar ao caminho sem volta dos tempos de barbárie, em que a opinião não precisava ser fundamentada e a vingança maculava a apuração imparcial dos fatos. Pedimos cautela às pessoas. A opinião não deve condenar antes da apuração isenta e imparcial que deve ser realizada pelos órgãos competentes. A língua e a palavra escrita não devem ter maior peso que a lei.

Ao longo de nossa história e, mais especificamente, nos últimos dias, não demos privilégio de tratamento a nenhuma parte, em nenhum momento. Seguindo o que acreditamos, protegemos todos, não expusemos as famílias nem nossos colaboradores. O mesmo tratamento dado às famílias foi dado aos nossos colaboradores. Esse é o nosso dever como uma instituição ética, como uma escola cristã.

Buscamos dar espaço para que as famílias digerissem os fatos; respeitamos o tempo de cada um. Fomos injustamente acusados de negligentes, enquanto tomávamos todas as medidas legais cabíveis.
Afastamos aqueles que poderiam ser feridos por palavras e ações, antes de poderem se defender. Fomos injustamente acusados de não proteger nossa equipe.

Em determinados momentos, foi preciso que nos calássemos para que a Justiça iniciasse seu papel. Fomos questionados por isso.
A escola não tem poder de polícia; não tem poder de investigação. Reservamos as informações para aqueles que precisariam elucidar os fatos: as autoridades competentes.

Não partimos em nossa defesa, porque acreditamos que a verdade cumpriria o seu papel por nós. Só nos resta questionar a quem interessa o lucro às custas da dor do outro. Vimos uma corrida de diversas pessoas, profissionais, meios, usando termos condenatórios; expondo nomes e marcas, expondo a imagem de pessoas que só queriam contribuir para que a verdade fosse revelada.

Agora é momento de agradecer: primeiramente a Deus que, com sua infinita bondade e sabedoria, esteve sempre presente conosco, guiando nossos passos e nos mostrando os melhores caminhos. Agradecemos também àqueles que nos conhecem e sempre defenderam a nossa retidão, e a milhares de famílias que ao longo de toda nossa trajetória confiaram a educação de seus filhos a nossa instituição.

Seguiremos com o nosso papel: levar educação formativa aos nossos alunos e acolher famílias e colaboradores sempre que preciso.



Cordialmente,

José Bruña Alonso e Marly Palhares Alonso
Sócios-fundadores do Colégio Magnum