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Educação para o nosso século

17 abril 2015

Como preparar nossos estudantes para uma sociedade marcada pela velocidade das mudanças e pelos desafios socioeconômicos do nosso século? Esse, talvez, seja um dos principais desafios da escola contemporânea.

Fazendo uma breve contextualização desse assunto, as instituições de ensino, em um passado próximo, eram responsáveis pela transmissão de conteúdos, o que se dava com enfoque, quase exclusivo, nas habilidades cognitivas. Isto é, nas habilidades relacionadas aos conhecimentos programáticos descritos nas matrizes das diferentes disciplinas curriculares.Porém, cada tempo tem seu imperativo e, nesse sentido, nossa demanda acadêmica, assim como a própria vida, se tornou, em alguma medida, mais complexa.

Como ilustração, fiquemos com a questão da globalização das economias, das novas organizações sociais do trabalho e das exigências postas pela sociedade atual. Esses substanciais recortes ilustram a necessidade de se conjugar, com maior profundidade, as inter-relações entre emoção, cognição e socialização na aprendizagem humana. Valendo ressaltar que, esse novo lugar não desprestigia a importância, já sedimentada, dos conteúdos, mas aponta para necessidade do desenvolvimento de um outro conjunto de habilidades, quais sejam: as não-cognitivas ou socioemocionais.

Inclusive, essa nova configuração do ensino tem gerado movimentação intelectual, como o Fórum Internacional de Políticas Públicas, realizado conjuntamente pelo Ministério da Educação (MEC), pelo Instituto Ayrton Senna e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Evento esse, que teve, como linha condutora, reflexões sobre a importância do desenvolvimento das habilidades socioemocionais para o sucesso individual e coletivo de uma sociedade.

Durante esse encontro, os participantes destacaram que o desenvolvimento dessas habilidades depende de um programa intencional e estruturado a ser efetivado por toda a comunidade escolar, ou seja, pelos gestores, professores e família, uma vez que elas não são talentos inatos, o que implica dizer que demandam um projeto altamente qualificado para serem, adequadamente, trabalhadas.

Exemplificando as potencialidades dessa nova diretriz no que toca a vida escolar, perseverança, equilíbrio emocional, compaixão e proatividade são habilidades socioemocionais que, quando desenvolvidas com excelência, permitem aos alunos, dentre tantos outros avanços, prevenir problemas de aprendizagem, tendo por aprendizagem sua significação mais abrangente.

Nessa linha, muitos estudos revelam o impacto positivo de um trabalho intencional de desenvolvimento dessas habilidades sobre a vida das pessoas, permitindo uma constatação: promover uma formação integral dos estudantes vai além da disponibilização de informações e conhecimentos. Formação integral é mais do que isso, pois depende da sedimentação de diversas competências, tanto cognitivas como socioemocionais, aptas a proverem os alunos de experiências pessoais e coletivas atreladas aos valores humanos mais nobres, como boa convivência, cooperação, responsabilidade socioambiental e engajamento na construção de uma sociedade melhor.

 Marco Antônio Barbosa - Coordenador pedagógico do Colégio Magnum Cidade Nova