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ENEM, a ilusão dos rankings e a relevância social da escola

18 agosto 2015

ENEM, a ilusão dos rankings e a relevância social da escola

A melhoria da educação no Brasil é um dos maiores anseios da sociedade atual, e o ENEM é uma valiosa ferramenta de avaliação diagnóstica que vem contribuindo para esse fim. Nossos colégios reiteram nossa posição conjunta de que os resultados do ENEM, além de possibilitarem acesso mais amplo ao ensino superior, auxiliam escolas e famílias nas reflexões sobre o aprendizado dos estudantes e o estabelecimento de estratégias para qualificar o processo de ensino-aprendizagem em escolas públicas e privadas.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP – vem contribuindo muito para a salutar contextualização desses dados, uma vez que, a partir do advento da nova diretoria do INEP em 2014 e da posse do novo ministro da Educação em 2015, percebe-se uma melhoria substancial no modelo de divulgação dos resultados do ENEM, de modo que eles reflitam cada vez mais a relevância social de cada escola em seu contexto.

Com a adoção de indicadores de contexto, tais como o porte das escolas, as características socioeconômicas das famílias e o índice de permanência dos alunos na escola, é possível, agora, considerar as estratégias de seleção, as características socioeconômicas dos estudantes e a responsabilidade de cada escola nos resultados de seus alunos no ENEM.

Louvamos o cuidado do INEP e acreditamos que se possam melhorar ainda mais a divulgação e a análise desses dados. Ao mesmo tempo, partilhamos nossa preocupação de que a mera formação de rankings pela imprensa e/ou outros interessados não pode conduzir o debate pedagógico sobre a qualidade do Ensino Médio de escolas públicas e privadas, ainda mais quando se torna cada vez mais claro que as posições auferidas em tais rankings por algumas instituições não refletem a real qualidade do ensino nessas escolas. Nesses casos, o posicionamento no ranking, obtido por meio de artifícios, presta-se mais a interesses marqueteiros e aumentos na captação do número de alunos. A imprensa vem noticiando artifícios: a criação de “unidades de elite”, seleção de alunos para o terceiro ano e a cooptação de alunos de alta performance de outras escolas.

O recurso a esses artifícios não é ilegal, mas revela oportunismo e má-fé. Nesse sentido, a sociedade precisa estar consciente da transparência e da qualidade dos números e dos indicadores fornecidos pelo INEP para fazer o discernimento entre instituições idôneas e socialmente relevantes, públicas e privadas, e aquelas artificiais e fraudulentas.

Todos concordamos que é necessário transformar as escolas em benefício de uma educação à medida de cada aluno, garantindo a equidade, a igualdade de oportunidades e a inclusão social, e o uso de indicadores de contexto, os atuais e vindouros, são fundamentais para considerar quando avaliamos os resultados das escolas.

Assinam os diretores gerais:

Prof. Edson Antônio de Souza Leite, do Colégio Marista

Prof. Eldo Pena Couto, do Colégio Magnum Agostiniano – Nova Floresta

Prof. Francisco Morales Cano, do Colégio Santo Agostinho-BH

Pe. Germano Cord Neto, do Colégio Loyola

Frei Vicente Lopes, do Colégio Santo Antônio

 

Para mais informações:

http://magnum.com.br/pedagogico/vestibular-enem2