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Notícias  

O ranking do Enem

25 agosto 2015

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ao divulgar o último ranking das escolas de acordo com os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), introduziu uma novidade que causou impacto e que tornou mais justa e realista a classificação dos colégios. Trata‐se do índice de permanência escolar dos alunos. Isso significa que, ao posicionar uma escola no ranking, o Ministério da Educação (MEC) passa a levar em conta o tempo que os alunos permanecem no estabelecimento ao cursar o ensino médio. Mesmo parecendo natural, a medida merece considerações. Tudo leva a crer que, ao assumir a presidência do Inep, o professor Francisco Soares tenha feito uso da sua larga experiência no campo educacional para corrigir uma distorção presente no setor de ensino há longo tempo.

 Ocorre que, até a substituição do vestibular pelas provas do Enem, muitas instituições de ensino adotavam a prática de cooptar alunos que se destacavam pelo rendimento em outras escolas, a fim de associá‐los à sua marca, com o objetivo de marketing. Entre outras vantagens, esses estabelecimentos ofereciam prêmios a tais estudantes para usá‐los como propaganda, mesmo que se matriculassem na empresa de ensino poucos dias antes do vestibular. Esse procedimento, considerado antiético por educadores sérios, que o associavam até mesmo à propaganda enganosa, foi adaptado ao Enem. Algumas instituições de ensino passaram a atrair os melhores alunos de outros colégios, acenando com vantagens. Além disso, promovendo simulados internos, passaram a formar turmas especiais, transferindo‐as para um CNPJ diferente. Garantiam, assim, uma pontuação diferenciada no Enem e obtinham um lugar de destaque no ranking das escolas, usado para se promover no mercado de ensino. Embora tal procedimento pareça dissonante do que se entende por educação, estudos revelam que 80% das escolas que se destacam no ranking do Enem, aparentemente, montaram turmas visando à colocação nos primeiros lugares. Dessa forma, o próprio objetivo da publicação dos resultados do Exame do Ensino Médio por escola, que é orientar as famílias em relação ao nível de ensino dos estabelecimentos, passou a ser distorcido. Assim, com a publicação do último ranking, que leva em conta o índice de permanência escolar dos alunos que fazem o exame, o Inep, além de corrigir essa distorção, faz justiça às instituições sérias, que se dedicam aos alunos por longo tempo, desde que iniciam os estudos nos primeiros anos escolares. De agora em diante, os pais podem contar com um ranking mais realista, que comprova a qualidade do ensino das escolas que procuram para ajudá‐los na educação de suas crianças e adolescentes.

 Desde que foi criado, em 1998, o Enem tem recebido elogios e críticas. Eu mesmo escrevi um artigo, publicado no Estado de Minas, evidenciando estar inconformado com a exclusão da nota de redação na soma dos pontos que demonstravam a performance dos colégios no Enem. Contudo, é inquestionável que o exame levou as escolas a rever suas práticas de ensino, centradas agora em competências e habilidades. Mesmo precisando ainda de aperfeiçoamento, o Enem constitui um grande avanço na educação brasileira. E o novo parâmetro para ranquear as escolas, que leva em conta o tempo de permanência do aluno em um colégio durante o ensino médio, vem trazer mais confiança no Inep, mais estímulo às escolas sérias e mais segurança às famílias.

 Eldo Pena Couto ‐ Diretor do Colégio Magnum Cidade Nova

Publicado em 21 de agosto, no caderno de Opinião, do Jornal Estado de Minas.