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A importância da educação sexual na escola

19 agosto 2021

Falar sobre educação sexual pode parecer polêmico ou até mesmo um tabu. E quando a questão é responder para seu filho ou filha uma pergunta sobre o tema? Quando a família se prepara para conceder respostas adequadas para cada faixa etária tende a minimizar possíveis desconfortos diante do assunto. Além disso, não se negar a responder leva a uma linha de diálogo capaz de evitar traumas e de aproximar pais e filhos. No entanto, vale ressaltar que a troca de informações deve ser adequada a cada idade e fase da vida, para não ser traumática.

O papel da escola e da família na vida dessas crianças é ensiná-las a entender o próprio corpo, as mudanças, e assim sanar dúvidas e afastar inseguranças. A educação sexual não tem a ver com a sexualidade em si, mas sim com conhecimento e aprendizado.

 

De acordo com a Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Esporte (Unesco), de 2018, o ensino existe para que os jovens desenvolvam conhecimento, habilidades e valores éticos para fazer escolhas saudáveis.

Por tudo isso, entenda como o Colégio Magnum Cidade Nova aborda o tema educação sexual com as crianças e famílias do Ensino Fundamental.

Para que serve a educação sexual no Ensino Fundamental?

Quando falamos em educação sexual, a primeira coisa que surge na mente das pessoas, crianças e adultos pode estar associada a uma relação íntima. Porém, quando trazemos a temática para a educação, o foco é mais amplo. É o que explica Lana Medeiros, coordenadora do Ensino Fundamental I do Magnum. “Na verdade, falamos de sexualidade, falamos do conhecimento do próprio corpo, das diferenças entre sexo masculino e feminino, da questão hormonal, do próprio desenvolvimento físico”.

Antes de abordar o aspecto desse tema no Magnum, as famílias são sempre orientadas com antecedência. “Nós propomos uma palestra para as famílias, que é ministrada pela psicóloga Daniele Matos, que atende no plantão psicológico do Colégio. Nesta palestra, ela dá algumas orientações para os pais e abre um espaço ao final para que eles esclareçam suas dúvidas”, afirma Lana.

Além disso, ela recomenda o livro “Soltando os grilos”, de Cida Lopes, que aborda a temática da sexualidade de acordo com o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças. Assim, cria-se em casa e na escola um espaço de diálogo, para que os alunos possam tirar suas dúvidas com segurança.

Como funciona o ambiente da sala de aula?

No 5º Ano, há um eixo educacional sobre o corpo humano na aula de Ciências. É nesse espaço que se abre a discussão sobre o funcionamento do sistema reprodutor e as transformações que acontecem no corpo. Para favorecer o esclarecimento de dúvidas, o Magnum se vale de uma estratégia diferente. “Permanece em sala a nossa urna, que se chama ‘Quero Saber’, e ficam ali alguns papéis que eles podem pegar, escrever quais são suas dúvidas em relação à sexualidade. Eles não precisam se identificar”, expõe Lana.

A metodologia da caixa de perguntas anônimas em aulas de educação sexual tem respaldo científico. De acordo com a pesquisa "Quebrando o gelo", realizada na Unesp e publicada pela Revista Diversidade, da FURG, as turmas que tiveram o apoio de caixas de dúvidas anônimas permitiram maior aprofundamento do tema e discussões produtivas sobre sexualidade, em comparação à turma controle (aquela que não foi sensibilizada com a iniciativa da caixa).

Segundo os pesquisadores, a estratégia auxilia os alunos a perderem a timidez, ao mesmo tempo que mantém uma dinâmica confortável ao esclarecer dúvidas.

No Magnum, a equipe educacional recolhe as urnas, lê e tabula todas as perguntas. Então, de acordo com a faixa etária, é avaliado o que e como pode ser respondido em relação à sexualidade, de acordo com a faixa etária e a maturidade emocional da turma. Ao final do ciclo das aulas, realizadas em aproximadamente uma semana, é realizado um encontro, com o apoio de dois psicólogos, para responder às questões que demandam explicações além da sala de aula, como aspectos socioemocionais da sexualidade.

Como os pais são previamente comunicados das atividades sobre educação sexual, eles podem ou não autorizar a participação dos filhos no momento em que as turmas recebem esse conteúdo.

A coordenadora Lana conta que a maioria dos pais adere à atividade e as famílias participantes veem o saldo positivo da experiência. Por isso, a importância de psicólogos sempre acompanharem a iniciativa. “Nós investimos nesses profissionais”, diz ela, citando que os psicólogos sabem lidar com as demandas emocionais de alunos de várias faixas etárias e avaliar o nível de maturidade necessário para absorver positivamente cada conteúdo.

Meninos e meninas no Ensino Fundamental

A separação das turmas é um ponto importante das atividades de educação sexual, uma vez que, entre outras questões, muitas meninas já estão lidando com mudanças corporais e ciclo menstrual no 5º Ano e têm vergonha de falar perto dos meninos, segundo observação da coordenadora. Lana comenta que, nessa fase, é relevante separar as turmas, porque as questões não são de relacionamentos ou sexo, mas de conhecer o próprio corpo.

As questões levantadas pelos alunos têm muito a ver com anatomia. “Muitas estão relacionadas à concepção, à gestação, ao ciclo menstrual, algumas especificidades do corpo. São dúvidas relacionadas ao funcionamento dos aparelhos reprodutores feminino e masculino”, aponta Lana.

Parte do objetivo dessas aulas é também desmistificar temáticas e evitar que os alunos recebam informações erradas ou falhas, revela a coordenadora. “Para nós, fica muito claro que ninguém pergunta sobre algo que já não tenha ouvido dizer. Sabemos que eles já têm alguma informação e, na verdade, querem confirmar ou querem aprender mais sobre o assunto”.

O apoio se estende a toda a família que integra a comunidade Magnum. “Nós nos colocamos à disposição para auxiliar qualquer aluno ou família quando apresenta dúvidas. Quando necessário, fazemos o encaminhamento para algum profissional que vai auxiliá-los de uma maneira mais assertiva, dependendo da situação”, conclui.

Quer saber mais sobre como abrir o diálogo com seu filho sobre sexualidade? Leia aqui nossas dicas.