COLÉGIO MAGNUM CIDADE NOVA
UMA ESCOLA COMPLETA

Boletos 2022

COLÉGIO MAGNUM CIDADE NOVA
UMA ESCOLA COMPLETA

Boletos 2022

Notícias  

A importância de elogiar sem iludir: como pais e professores podem dosar os estímulos

09 dezembro 2021

Ao longo de nossa vida, todos nós precisamos de estímulos. Seja para sentir que somos capazes de realizar tarefas importantes, seja para aumentar a nossa confiança e autoestima, os elogios são parte fundamental do nosso desenvolvimento.

No entanto, apenas elogiar ou fazê-lo de maneira muito exagerada pode ser também prejudicial. Isso porque os estímulos passam a ter um efeito inverso: em vez de aumentarem o gosto por desafios, passam a desestimulá-los. Assim, é importante saber como e quando elogiar os jovens.

Por que elogiar é importante?

De acordo com pesquisas no desenvolvimento de crianças e adolescentes, os elogios são ótimas ferramentas para construir uma boa autoestima e autoconfiança. Eles proporcionam um incentivo para que esses indivíduos aprendam coisas novas e desejem superar seus próprios limites.

Elogios são ainda mais importantes na educação infantil, quando a criança está começando a construir suas ideias sobre si mesma. Se estimulada da maneira correta, ela poderá aumentar a sua autoconfiança e seu interesse em enfrentar novos desafios. Além disso, ela se torna capaz de compreender quando é boa em determinada atividade.

A principal função dos elogios, sobretudo em crianças jovens, é construir a capacidade dessas crianças de se automotivarem, ou seja, internalizarem a boa imagem que . Ela importa porque faz com que essas crianças cresçam emocionalmente mais saudáveis, conseguindo lidar melhor com situações difíceis.

Além disso, a automotivação proporciona a essas crianças uma maior independência dos elogios externos. Uma vez que conseguem compreender o que são capazes de fazer e que já sabem se estimular sozinhas, as crianças se tornam mais confiantes para concluir tarefas, mesmo as que consideram inicialmente complicadas.

Elogios demais: como podem ser prejudiciais?

Embora os elogios sejam muito importantes para a construção da autoestima, também é importante ter cuidado com eles. Isso não significa que é preciso criticar as crianças, mas que é preciso entender em que momentos os elogios são realmente necessários.

Se feitos em demasia, os elogios podem ter efeitos inversos aos desejados. Isto é, em vez de incentivar as crianças a superarem desafios ou concluirem atividades, eles podem fazer com que ela se limite a tarefas fáceis, que podem ser concluídas rapidamente.

Isso se dá porque a criança se habitua a receber uma espécie de “recompensa” a cada pequena atividade que realiza. Uma vez dependente desses estímulos constantes, elas passam a evitar desafios, com medo de que, se falharem, não serão elogiadas. O efeito desse movimento inverso é uma diminuição da autoconfiança e, consequentemente, da autoestima.

Por isso, é importante saber quando um elogio é efetivamente necessário e quando ele está se transformando em uma “muleta” para a criança. Essa linha pode parecer tênue para pais e educadores, e, portanto, manter-se atento a ela é fundamental.

Como elogiar sem iludir?

Para que a criança continue sendo motivada sem se habituar a estímulos constantes, é preciso compreender quando e como elogiá-la. Abaixo, separamos algumas dicas fundamentais, que podem auxiliar pais e educadores nesse processo. Confira!

1. Faça elogios específicos
Para estimular a criança a desenvolver a sua autoconfiança, é importante que ela saiba por que está sendo elogiada. Por isso, faça elogios específicos, direcionados a uma ação ou conquista bem determinada. Dessa maneira, o reforço será mais positivo e ela se sentirá motivada a repetir aquele comportamento.

2. Seja verdadeiro
Um elogio, para ser efetivo, deve levar em conta o grau de desenvolvimento da criança, sua idade e sua capacidade individual. Então seja verdadeiro na hora de parabenizar ou estimular um comportamento, mantendo em mente que aquilo é, de fato, uma conquista. Elogios a atitudes esperadas pela criança tendem a ter resultados ineficazes.

3. Inclua os elogios na rotina
Embora seja importante saber quando fazer elogios, também é preciso lembrar-se de incluí-los na rotina da criança. Por mais difícil que possa ser encontrar atividades para elogiar, é essencial que esse seja um hábito, tanto em casa quanto na escola. Assim, a criança se habitua a ser motivada e, consequentemente, passa a fazer esse trabalho sozinha.

4. Foque no esforço, e não nas habilidades
É bastante comum que os elogios sejam direcionados a algo que a criança concluiu ou mostrou que consegue fazer. No entanto, é ainda mais importante focar no esforço. Elogiar a tentativa e o trabalho feito pela criança para atingir um objetivo é uma maneira eficaz de motivá-la a enfrentar desafios. Além disso, quando elogiamos apenas uma habilidade adquirida, a criança pode ficar desestimulada a buscar tarefas mais complexas.

5. Perceba quando uma criança superou suas dificuldades
Ainda que uma criança realize uma atividade considerada “normal” para nós, é importante manter em mente que aquele pode ser um passo gigantesco para ela. Assim, devemos elogiar sempre que percebemos que uma criança conseguiu superar uma dificuldade ou algo que ela, antes, não tinha ferramentas para realizar. Mesmo que ela não chegue ao resultado esperado, cada pequeno passo caminhando nessa direção deve ser acolhido e estimulado, para que ela se sinta encorajada a continuar tentando.

Ao seguir essas dicas, será mais fácil entender os momentos adequados para fazer elogios. Além disso, é menos provável que a criança seja estimulada demais e, com isso, que os elogios tenham o efeito inverso ao pretendido.

Conheça o Plantão Psicológico do Colégio Magnum

Os elogios estão diretamente ligados a maneira como lidamos com a nossa autoestima e a nossa autoconfiança. No entanto, sozinhos, eles não são capazes de resolver dificuldades que embasam a construção da imagem que temos de nós mesmos. Por isso, é um diferencial importante que a escola proporcione atendimento especializado e que cuide dos efeitos da baixa-estima de crianças e jovens que, eventualmente, possam precisar desse apoio.

O Plantão Psicológico do Colégio Magnum surgiu a partir do interesse da escola e ampliar o espaço de escuta e acolhimento dos alunos. Seu objetivo principal é contribuir para um desenvolvimento integral destes, oferecendo um espaço seguro de trocas.

Esse acolhimento pode ser realizado tanto de modo online, quanto presencialmente. Na modalidade virtual, o aluno, familiar ou professor podem buscar ajuda pelo site Escuta-ação, onde encontram um espaço para falar sobre o que os angustia. Já na modalidade presencial, o aluno pode buscar o serviço ou ser indicado para ele por um coordenador e/ou professor que identificaram essa necessidade.

No site, os indivíduos têm acesso a três espaços diferentes. São eles:

• Um espaço para falarem de suas angústias, de forma anônima ou não, e receberem a resposta adequada para cada situação;
• um espaço para pedirem ajuda ou orientação para ajudar um amigo, familiar ou aluno;
• um espaço para acessar conteúdos de ajuda para situações emocionais.

A principal vantagem desse projeto é possibilitar um encontro em um espaço que ajuda os indivíduos a elaborar suas experiências dolorosas. Com isso, eles são capazes de identificar recursos para resolverem os conflitos. Além disso, o trabalho de acolhimento psicológico:

• Ajuda o aluno a se conhecer melhor, tanto nas suas potencialidades quanto nos seus limites;
• ajuda a identificar os momentos em que os autojulgamentos podem ser desmedidos, ou as expectativas, irreais;
• possibilita o autoconhecimento em um espaço de escuta adequado, levando o indivíduo a desenvolver uma melhor relação consigo;
• contribui para o processo de busca de si mesmo e da própria identidade de forma mais confiante e criativa.

(Segundo Danielle Matos, psicóloga do colégio), mais do que proporcionar a automotivação e cocriar a confiança e a autoestima dos estudantes, esse projeto auxilia, portanto, no seu fortalecimento psicológico e emocional dos mesmos. Aposta-se que a partir da escuta acolhedora e intervenções adequadas a cada caso específico, o desenvolvimento da autoestima e da autoconfiança podem crescer e aos alunos podem finalmente terem suas potencialidades reconhecidas de modo autêntico.