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Alfabetização em tempos de quarentena: conheça nossas estratégias

29 junho 2020

Alfabetização em tempos de quarentena: conheça nossas estratégias

   Desde que as aulas presenciais foram suspensas, por causa da pandemia da COVID-19, toda a equipe pedagógica do Magnum Cidade Nova está empenhada em manter o alto padrão de qualidade da instituição. Em todos os segmentos de ensino, foram desenvolvidas estratégias diferentes, para dar continuidade ao processo educativo por meio da Educação a Distância.

   Mas é possível dizer que a transposição para o meio virtual das aulas do 1º Ano do Ensino Fundamental foi a mais desafiadora. Como essas crianças de 6 e 7 anos estão em fase de alfabetização, a participação dos pais durante as aulas é fundamental. Esse novo contexto demanda dos professores novas posturas e novos estímulos para engajar e envolver os alunos.

Em busca de novos caminhos

   Pensando em formas de otimizar este processo de aprendizagem, a equipe de professoras e a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Rosália Lopes, têm implementado diversas medidas.

   No início de junho, a realização da sondagem de escrita buscou avaliar como se deu o desenvolvimento dos alunos desde que começaram as aulas on-line. E o resultado foi positivo, como comenta a professora Beatriz Claret, a Bibi. “Vimos que a maioria dos alunos teve desempenho satisfatório, mas o mais importante é que esse diagnóstico embasou uma mudança nas estratégias de ensino on-line”.

Grupos menores de alunos

   Bibi se refere à separação dos alunos de acordo com os níveis de pensamento de escrita. Cada um desses grupos precisa de atividades, mediações e estratégias diferentes, para avançar em suas hipóteses de escrita. 

   “Na alfabetização, não existe certo e errado. O que existe são pensamentos diferentes de escrita. Na sala de aula presencial, os alunos com diferentes habilidades trocam informações, e isso é muito importante para o aprendizado.  Mas, em casa, sem os colegas do lado, isso se torna mais difícil. Por isso, essa divisão de alunos em grupos menores tem nos ajudado muito”, explicou.

   Este novo formato também contribui para a manutenção do vínculo de afeto e confiança entre professor e aluno. Afinal, como dizia o francês Georges Snyders, que é um dos grandes expoentes da pedagogia na contemporaneidade: “só aprendemos quando colocamos emoção no que aprendemos. Por isso, é necessário ensinar com alegria”.

   No início da pandemia, foram utilizados os recursos da plataforma Magnum-SOL, mas depois outras estratégias foram adotadas para atender às especificidades da alfabetização. A introdução de aulas coletivas ao vivo, além da possibilidade de separar os alunos em grupos menores para determinadas atividades, ajudou muito nesse processo.

   “Eu costumo dizer que 80% do aprendizado se dá por meio da troca afetiva. Os alunos querem me contar que o dente caiu, que ralaram o joelho, que estão aprendendo a andar de bicicleta sem rodinha. Ou seja, querem compartilhar o dia a dia deles comigo. Nas aulas ao vivo com toda a turma, essa troca pôde acontecer. Isso não acontecia na plataforma do Magnum-SOL. E nas aulas com grupos menores, podemos dar uma atenção mais individualizada”, explica.

 

Novos estímulos

   E vale tudo para estimular o envolvimento dos alunos. As professoras do Magnum estão criando ambientes estimulantes e lúdicos em suas casas, para transmitir as aulas ao vivo. Essa conduta é, inclusive, discutida na obra de Moacir Gadotti, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) desde 1991 e diretor do Instituto Paulo Freire em São Paulo: “O ato de educar é complexo. O êxito do ensino não depende tanto do conhecimento do professor, mas de sua capacidade de criar espaços de aprendizagem”.

   Quando necessário, as professoras também realizam reuniões individuais com os pais, com o objetivo de discutir formas de otimizar o aprendizado. Além disso, baseadas nos conceitos da aula invertida, buscam dar protagonismo aos alunos. Nesse contexto, a curiosidade natural das crianças é utilizada pelas professoras para a proposição de atividades.

   “Com grupos menores e mais segmentados, eu consigo atender demandas específicas dos alunos. Quando a equipe de professoras trabalhou, por exemplo, o livro “O caracol viajante”, tivemos a oportunidade de planejar aulas diferentes para cada grupo de crianças, e isso foi muito produtivo”, relata.

 

O valor da mediação

   Essa suspensão inesperada das aulas presenciais reafirmou para toda a equipe do Magnum a importância da mediação no processo educativo. Ou seja, não basta apenas disponibilizar um material didático na Internet. É preciso que o professor estimule nos alunos o desejo de aprender. Por isso, estamos criando novas estratégias de ensino, com base científica, e buscando sempre o melhor para os nossos alunos.

   Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano, com formação em neurociência, antropologia, psicologia e música, refletiu justamente sobre esse assunto em uma live promovida pela Universidade Fumec. A especialista comentou que a pandemia nos colocou diante de uma situação nova, em que não basta apenas ajustar o conteúdo para o ambiente virtual. Não se pode transportar as atividades para mediação em casa, pois os pais não podem fazer o papel de professores. Há um universo simbólico de laços afetivos que dificulta isso. Os professores precisam, então, mesmo a distância, serem mediadores do conhecimento.

   Desta forma, baseados na ciência e em nossa experiência, seguimos empenhados em formar cidadãos conscientes e críticos, seja a distância ou presencialmente.

 

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