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Notícias  

As dificuldades do aluno no processo de aprendizagem

03 junho 2021

   Muitos fatores podem levar um aluno a ter dificuldades no aprendizado. Comportamentos como cabeça baixa ao sair ou chegar em casa, desânimo em frequentar as aulas, nervosismo, distração nos estudos, demora ao realizar as tarefas de casa, entre outros, são condições que podem indicar que está havendo algum problema com a criança/adolescente.

   Essas barreiras podem prejudicar o desenvolvimento do aluno e é possível que estejam relacionadas a dificuldades com o conteúdo ou ao excesso de afazeres. Entretanto, nem sempre uma matéria difícil ou acumulada é um fator preponderante.

   De acordo com Daniela Diniz, coordenadora de Formação do 6° ao 9° Ano do Colégio Magnum, “as dificuldades podem estar relacionadas tanto ao campo do ensino, em alguma disciplina, mas também existem as dificuldades de planejamento, organização e falta de hábitos de estudo”.

   “Em sala de aula, o professor pode perceber um aluno com dificuldade pela falta de participação, engajamento, durante a realização das atividades, bem como identificar gaps relacionadosà aprendizagempor meio das avaliações. Nesse caso, é necessário chamar o aluno para conversar, entender o porquê do obstáculo com a matéria e incentivar a participação em sala de aula, como também retomar as habilidades cognitivas apresentadas como gap”, relata Daniela. A coordenadora reforça a necessidade de se conhecer cada aluno, assim como diz nosso patrono, Santo Agostinho: “cada ser é único e deve ser respeitado em sua individualidade”. Portanto, se um método não está ajudando o aluno, é necessário buscar uma outra forma para ajudar no seu desenvolvimento, seja cognitivo ou formativo, afirma.

 

Fatores recorrentes

   As adversidades também são relacionadas à ordem da saúde mental, física e comportamental. Desse modo, é indispensável a avaliação especializada, com profissionais qualificados. Algumas ocorrências comuns que podem levar às dificuldades são:

  • dislexia, autismo ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH);
  • questões oftalmológicas ou auditivas, que podem ser rapidamente contornadas com o uso de óculos e/ou aparelho auditivo;
  • falta de rotina, sono desregulado, medicamentos que diminuem a atenção, jogos eletrônicos e redes sociais em excesso;
  • problemas emocionais ligados ao falecimento de um ente querido, brigas e separação dos pais, bullying na escola ou em casa, mudança de lar.

   Assim, encontrar culpados que justifiquem a dificuldade não é o caminho. Seja qual for o motivo da tribulação, o aluno precisa do apoio da família, da escola e de profissionais qualificados. É essencial fazer com que a criança/adolescente acredite que não vai enfrentar as barreiras sozinha e que a união de todos ao seu redor a levará à superação.

 

O aluno e as dificuldades do ensino remoto

   O fechamento das escolas por causa da pandemia de COVID-19 colocou pais, alunos e professores diante de um enorme desafio: o ensino on-line. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) a respeito das atividades remotas na educação durante a pandemia mostra que a adaptação está sendo difícil. Conforme o levantamento, 67% dos alunos se queixam de dificuldades em planejar e organizar os estudos remotos.

   A sondagem, feita entre agosto e setembro de 2020 com 5.580 estudantes, professores, pais e/ou responsáveis e dirigentes de instituições de ensino públicas e privadas do País, mostra alguns dados importantes:

  • 60,5% dos estudantes participam de quase todas as atividades remotas, mas 72,6% as consideram piores que o ensino presencial.
  • 51,5% de pais e responsáveis compartilham que o ensino a distância é pior do que o presencial.
  • Os alunos também reclamam de outros problemas como sobrecarga, falta de socialização, saudades dos ambientes escolares e problemas com o conteúdo on-line.

    A pesquisa também apontou que 94,8% dos trabalhadores da educação consideram que é importante chamar o aluno para participação, a fim de manter o engajamento e não prejudicar a aprendizagem. “O grande desafio é a participação. Presencialmente, o professor está ali, é olho no olho, ou seja, muito mais fácil de interagir com o aluno, perceber como ele está, bem como de identificar o gap por meio das atividades realizadas em sala e auxiliar. No ensino remoto, há alunos que não abrem as câmeras, e também aquele que é mais tímido e tem vergonha de se expor perante a aula ao vivo, bem como as distrações de ter outras telas abertas durante a aula, o que, devido ao distanciamento, não permite que o professor faça as intervenções, relata Daniela Diniz.

   A coordenadora ressalta que, diante do ensino remoto, o Colégio buscou outras formas de possibilitar que os alunos tirassem também suas dúvidas, por meio do fórum para cada matéria na plataforma Magnum-SOL. Daniela também destaca que projetos como o Magnum Superação e a Rede de Acolhimento também seguem ativos remotamente.

 

O papel do Colégio Magnum

   Além de contar com um quadro de professores atentos ao desenvolvimento socioemocional dos alunos e preocupados com a formação do indivíduo, o Colégio Magnum desenvolve outras atividades que contribuem no enfrentamento de dificuldades. Uma delas é o programa Magnum Superação, voltado para alunos do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. O objetivo é incentivá-los a buscarem, permanentemente, o aperfeiçoamento de suas práticas de estudo, de forma a superar dificuldades e aprimorar o conhecimento e os resultados.

   No Magnum Superação, há vários temas e o aluno se inscreve no programa de acordo com sua dificuldade. O programa oferece, entre outros aperfeiçoamentos, técnicas de estudo, como combater a preguiça, como fazer provas com mais qualidade, organização da rotina de estudos, uso da agenda.

   Devido à situação de ensino remoto, os temas são realizados por meio de oficinas e a distância, por meio da plataforma Microsoft Teams. Todas as atividades são divulgadas com antecedência pelo aplicativo Conecta Magnum, que é acessado pelos estudantes e por seus pais ou responsáveis. Em seguida, os interessados devem se inscrever por meio da plataforma Magnum-SOL. Quando um aluno apresenta alguma dificuldade específica, é possível também o agendamento de uma conversa individual com a Coordenação de Formação.

   Da mesma forma, a Rede de Acolhimento — grupo formado por educadores preparados para identificar, notificar e intervir junto aos estudantes, realizando ações preventivas e protetivas, juntamente com a psicóloga, Danielle Matos, objetivando uma escuta ativa dos alunos que buscam o atendimento —  segue com seu projeto, mesmo no ensino remoto.

 

O papel da família

   Os pais e os professores são fundamentais na identificação das dificuldades do aluno, pois estão diretamente ligados às crianças e jovens e costumam ter mais facilidade em observar os obstáculos.

   O papel da escola vai muito além de conteúdo, notas e resultados. É preciso abraçar o aluno como indivíduo completo, com suas particularidades, e entender que em cada processo de formação há desafios diferentes.

   Juntos, pais, professores e especialistas podem auxiliar crianças e jovens a contornarem qualquer problema. O que acha de ajudar outros pais na superação da dificuldade de seus filhos, compartilhando este artigo nas redes sociais?