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Desafios do ensino virtual: ferramentas interativas e a nova pedagogia

14 agosto 2020

Passados cinco meses de quarentena, a nova rotina das famílias com as aulas interativas dos filhos já se estabiliza. Está posto um rearranjo de “normalidade escolar” da pandemia. No início do isolamento social, pais e crianças tentavam se adaptar ao ensino virtual para manter o ano letivo. Hoje, pode-se dizer que as coisas já estão se estabilizando. Ao longo dessa jornada, o Colégio Magnum se reinventou para acompanhar esse contexto educacional nunca visto. Nós nos planejamos para disponibilizar aulas on-line e buscamos ferramentas interativas de qualidade para viabilizar o aprendizado. Além disso, capacitamos os professores para atuarem como tutores no ambiente virtual. Repensamos o nosso papel de instituição de ensino.

De acordo com Cláudia Naves, gestora de Ensino do Colégio Magnum, as ferramentas interativas tornam a aula on-line mais dinâmica e melhoram a conexão aluno-professor-colegas. “Estamos investindo especialmente na formação do professor, com recursos das plataformas do ensino virtual. Conhecidas nossas plataformas de aulas remotas, o professor agora descobre e explora os recursos dos sistemas e escolhe as que adequam melhor ao que precisa. O melhor jeito de se fazer uma aula on-line é interagir com o aluno. Uma pessoa só consegue manter a atenção de dez a quinze minutos em um tema, segundo a neurociência”, afirma. “Então, uma boa aula virtual precisa apresentar um problema a ser resolvido, ou uma meta a ser cumprida. Nesse sentido, o aluno tem que ser participativo e ativo também com seus colegas. Por exemplo, em trabalhos e debates de grupo”, completa Cláudia Naves.

Para atrair o interesse dos alunos e proporcionar uma aprendizagem de qualidade, nós buscamos trabalhar com diversas metodologias de ensino, especialmente a sala de aula invertida. Em outras palavras, o professor orienta a criança ou jovem a estudar e conhecer mais antes da aula. E essa aula então passa a ser um momento de tirar dúvidas e de debates.

Essa é apenas uma das técnicas que envolvem o ensino virtual, ou educação remota. Assim, o Magnum internalizou com sua equipe, alunos e pais que, além das novas tecnologias, é preciso atuar com uma nova pedagogia, “não podemos repetir no ensino remoto o que fazíamos no presencial, é preciso encontrar novos caminhos”. 

Ferramentas interativas

Entre os novos recursos nas plataformas Moodle e Teams, adotadas pelo nosso Colégio, podemos destacar:

✔ Moodle

- Publicação de conteúdos, inclusive multimídia (vídeos, áudios, etc.).

- Enquetes.

- Entrega de tarefas.

- Questionários com correção automática.

✔ Microsoft Teams

- Aulas e encontros ao vivo.

-Trabalho em grupo.

- Integração com outros recursos da plataforma Microsoft 365, como:

>> Microsoft Streams, acesso a aulas gravadas;

>> Microsoft Forms, formulários de avaliação/exercício/prova on-line;

>> Microsoft Sway, criação de apresentações interativas. 

Capacitação e troca de conhecimento sobre ferramentas interativas

Desde o início do ensino a distância, em março deste ano, mantemos uma equipe de Tecnologia da Informação (TI) à disposição dos professores. Essa equipe de TI dá cursos e treinamentos sobre as plataformas adotadas pelo Colégio Magnum. Já foram oferecidos mais de 12 treinamentos e estão previstos outros quatro até setembro. Além disso, os próprios professores têm apresentado demandas de capacitações específicas, que são acatadas pela Direção e ministradas muitas vezes por eles mesmos.

A professora Taciana Avendanha é uma das docentes de Língua Portuguesa do Colégio Magnum entusiasta dos aplicativos Microsoft Sway e Forms. Ela foi uma das precursoras na criação e no compartilhamento de utilidades coloridas e funcionais para crianças. “Todos os links e vídeos funcionam para as apresentações e enriquecem o processo de ensino remoto obrigatório. Pensando em inovação e aulas interativas e criativas, juntamente com a Coordenação, gravei tutoriais sobre esses sistemas. Influenciei colegas a adotá-los em suas aulas interativas. Foram muitas trocas generosas e que mostram que não está sendo tão difícil essa caminhada na quarentena”, conta. 

Solidariedade nas plataformas para o ensino virtual

Segundo Cláudia Naves, é destaque nesse contexto de ensino a distância um apoio mútuo entre os professores. “A disponibilidade em ajudar está aflorada entre eles. A pandemia trouxe muitas posturas de solidariedade e no ambiente escolar não foi diferente. Vejo o próprio professor formando seus pares, trocando descobertas sobre o uso das ferramentas e das plataformas”, observa.

Outro exemplo que inspira seus colegas a inovar é o professor Décius Moreira. Ele dá aulas de História e coordena o projeto de Board Games (Jogos de Tabuleiro). “Dei capacitação para meus pares, para mostrar que os jogos podem ser uma boa forma de interação com os alunos. Propus o uso de três jogos on-line. Hoje, os jogos de tabuleiro virtuais podem prescindir o tabuleiro físico”, conta. “Tive feedbacks de pelo menos três professores que adotaram jogos de dedução e de histórias temáticas para trabalhar conceitos da matéria”, acrescenta.

Do ponto de vista dos alunos, tem havido um ganho em autonomia. De repente, o aluno passou a ter mais responsabilidades e necessidade de disciplina de estudo sozinho, mesmo com ajuda em casa. Coube à escola se fazer presente, mediada pela tecnologia. Para Cláudia Naves, o desafio é engajar e manter o hábito de estudo do aluno. “A escola, querendo ou não, sempre teve um papel de tutoriar muito. Agora, depende da dedicação do aluno. Um aluno não pode perder o hábito de estudo, que é tão difícil de se consolidar. É preciso manter uma rotina diária e organização”, diz. 

O papel da escola na mentoria do ensino virtual

Estudantes a partir do 6º Ano do Ensino Fundamental contam com o suporte do Programa Magnum Superação, que tem como objetivo ajudar os alunos a melhorar o desempenho acadêmico. Com o suporte de uma professora tutora e psicólogos, o aluno pode desenvolver novas técnicas de estudo. Por exemplo, dicas práticas para organização e gerenciamento do tempo produtivo. Nesse caso, os encontros virtuais são feitos por meio do Microsoft Teams.

“O ano de 2020 chegou mostrando que não dá para repetir nas aulas interativas e digitais o que fazíamos em aulas presenciais. Ainda vamos viver assim na escola por muito tempo, pelo menos até o final do ano. E se on-line é o novo jeito de ensinar, vamos fazer e fazer bem feito”, pontua Cláudia Naves. 

Ferramentas interativas no pós-COVID

Que a pandemia provou mudanças em todos os setores da vida e áreas, todo mundo já sabe. Mas, o que esperar para um cenário hipotético em que as aulas presenciais possam ser retomadas? Seria 100% presencial? Híbrido? O que ficará de lição deste ano em que tudo passou a ser virtual?

No Colégio Magnum, muito tem-se debatido, entre a Direção e o corpo docente, sobre a aula presencial, que ainda é um recurso importantíssimo. Mas, algumas atividades extraclasse que eram feitas na escola podem ser mantidas no formato virtual. “Ainda é tudo muito incerto, mas uma coisa já está clara para nosso Colégio. Não seremos só ‘presencial’, como já fomos. Estamos repensando distâncias, deslocamentos, flexibilidade… é um novo tempo na educação”, enfoca Cláudia Naves.

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