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Educação Financeira: um investimento para a vida adulta

29 agosto 2021

A Educação Financeira na escola é um tema atual e até mesmo urgente. De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, aproximadamente 70% das famílias brasileiras se declaram endividadas. A falta de uma visão sistêmica de finanças pessoais agrava os fatores socioeconômicos envolvidos nessa triste realidade. Quanto mais cedo um indivíduo aprender a lidar com o dinheiro, menores serão as chances da má gestão dos seus recursos financeiros.

O mentor da atividade eletiva, Bruno Leite, assessor de investimentos, graduado em Administração e Contabilidade, com MBA em Finanças, e mais de 13 anos de experiência em grandes instituições financeiras, defende que é fundamental aplicar conhecimentos sobre finanças pessoais, produtos financeiros e economia na formação escolar. Isso, de acordo com ele, ajuda a desmistificar os tabus relacionados ao dinheiro e evitar que as pessoas sejam vítimas de desinformação.

Seguindo a visão do especialista, o Colégio Magnum Cidade Nova oferece aos alunos uma disciplina sobre o tema.

Interesse por finanças na comunidade escolar

Bruno Leite já era parceiro do Magnum na missão de incutir a Educação Financeira no ambiente escolar. Em 2019, ele ofereceu a palestra “A importância da Educação Financeira para o seu bem-estar” para educadores, pais e alunos.

Na ocasião, abordou conhecimentos básicos sobre gestão financeira, investimentos, responsabilidade fiscal, finanças pessoais e reservas. Em decorrência da grande adesão da comunidade escolar a esse encontro, foi planejada a Unidade Eletiva Educação Financeira.

As Unidades Eletivas do Magnum são uma faceta extracurricular da grade escolar padrão exigida pelo MEC e estão aliadas às diretrizes da BNCC. As atividades são optativas e o aluno pode se inscrever no início do semestre em um dos seis temas ofertados (conheça as demais Unidades Eletivas aqui).

As Unidades integram o programa Habilidades para a vida do Colégio e ampliam a formação acadêmica e humana dos alunos. Além disso, são uma forma de diálogo entre pares: quando uma turma se reúne em torno de um tema de interesse comum, principalmente com a intermediação de uma didática adequada, é possível desenvolver a autonomia nos estudos.

Conceitos de finanças em sala de aula

As temáticas abordadas durante as aulas da Unidade Eletiva de Educação Financeira vão de orçamento pessoal à macroeconomia, com o objetivo de dar aos alunos um panorama geral da relação com o dinheiro, a carreira e a sociedade. “Iniciamos do mais básico possível, com o conceito de Educação Financeira, conceitos básicos sobre finanças e avançamos até um patamar importante de conhecimento sobre investimentos, mercado de capitais, tipos de dívidas, como funciona uma captação de recurso, empréstimos para cada finalidade e seus riscos”, conta o mentor da Unidade.

Bruno lamenta que os conhecimentos sobre finanças não fazem parte ensino tradicional, na formação básica. Mas, no Magnum, os conceitos de matemática financeira perpassam atividades de várias séries. Na Educação Infantil, com a abordagem da gestão de recursos, no Ensino Fundamental, com aspectos que envolvem dinheiro e solidariedade (saiba mais aqui). Agora, por meio da Unidade Eletiva, os alunos aprendem sobre juros, juros compostos, impostos sobre aplicações e outras esferas, balanço e muito mais. “Talvez o participante só iria adquirir esse conhecimento entregue nas aulas lá na maturidade profissional”, observa Bruno.

Ele enxerga esse investimento educacional como muito positivo para futuras carreiras, não importa a área que os alunos pretendam seguir. “Quanto mais cedo eles tiverem conteúdo sobre finanças e mercado de capitais, mais eles se sentem preparados para a vida, conhecem a dinâmica empresarial e econômica, sobre os seus direitos e obrigações no mercado de trabalho e os passos para conquistar a independência financeira”, comenta.

Mitos e verdades sobre finanças pessoais

Um alerta que Bruno traz é que, muitas vezes, as pessoas sem conhecimentos financeiros podem cair em informações falsas ou erros clássicos e essa didática pode ajudar a evitar situações negativas.

Um dos exemplos que ele traz é sobre os riscos de conteúdos on-line, com pessoas aconselhando investimentos com lucros fáceis: “Queremos que os alunos entendam que eles precisam estudar, buscar informações e não simplesmente escutar as promessas de ganhos fáceis, que com certeza eles vão encontrar em algum momento. Os alunos precisam ter bagagem de conhecimento para blindarem-se de decisões erradas que possam colocá-los em risco, como por exemplo as pirâmides. É uma geração que tem uma imensa capacidade de absorção de conteúdo on-line e fazemos um trabalho muito importante para protegê-los, preparando-os para fugir de falsas oportunidades, e isto é feito inclusive com ensinamentos comportamentais”.

Bruno ressalta a relevância desses ensinamentos: “Cabe a mim tentar inserir na vida dos alunos alguns importantes questionamentos. Vão comprar uma ação? Você tem conhecimento e perfil para isso? Você sabe o que está comprando? Sabe o caminho, sabe o que a empresa faz? Sabe quais são os projetos dessa companhia? Sabe os riscos? Ganhar dinheiro não é fácil. Consigo mostrar o quanto eles têm que se dedicar para depois se arriscar, mas ao mesmo tempo, conhecendo a respeito, como são muito jovens, eles têm tudo para continuar evoluindo e trilhar um caminho de conquistas. Surpreendo-me com a capacidade dos alunos. Eles conseguem entender rápido um assunto que para muitos parece ser complexo.

Reflexos para uma geração mais ligada às finanças

Ainda que os alunos não tenham conhecimento mais aprofundado em finanças, no início das atividades da Unidade Eletiva, Bruno afirma que eles demonstram muito interesse e facilidade de assimilar o conteúdo e dialogar sobre dinheiro. “Todos já demonstram interesse em começar a juntar dinheiro. Estão superantenados, pensam em reservas e ajudam à família, levando para casa os conhecimentos aprendidos”.

Por fim, Bruno acredita que as ferramentas inseridas na Unidade Eletiva são estratégicas para que os alunos entendam a importância da pesquisa e da educação recorrentes em relação às finanças. “Hoje, eles sabem qual é o ponto de partida, assimilam quais são as fontes de pesquisa confiáveis para consultarem depois”. Isto é, o conhecimento segue seu caminho e não fica restrito à sala de aula.