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Entenda a importância das histórias infantis na formação das crianças

13 janeiro 2021

   Você sabe a razão de ler histórias infantis para uma criança? Seja em livros impressos, digitais ou ainda em jornais e revistas, ler é uma maneira de se manter informado e entrar em contato com o mundo. E isso começa na infância. Na escola, o contato com histórias é ainda mais valioso: estimula a imaginação das crianças, incentiva a criatividade e possibilita diversas formas de expressão.

   O ensino de obras literárias é uma das exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no Brasil. Mas, como é possível cumprir esse requisito na Educação Infantil?  Segundo a professora Wânia Medeiros, a solução está no processo de contar histórias infantis, ferramenta importante para apresentar às crianças o universo da narrativa.

   ''Contar histórias contribui de forma essencial na formação da criança como leitora tanto das letras quanto do mundo. Traz uma bagagem de conhecimentos enorme e amplia o repertório de sentimentos, opiniões, conteúdos e tudo quanto há de possibilidades na leitura'', explica.

 

   Essa ferramenta é usada de forma lúdica, iluminando estratégias pedagógicas tradicionais, o que favorece

 - a imaginação;

- a criatividade;

- a formação de habilidades socioemocionais;

- o desenvolvimento das linguagens oral e escrita.

Histórias infantis: o segredo está no aspecto lúdico

   Histórias são “pedaços de sonhos” colocados no papel. A criança é naturalmente lúdica. Faz parte de sua essência soltar a imaginação, viajar pelo mundo da fantasia e elaborar a realidade através do simbólico. Dessa forma, o encontro dessas duas realidades beneficia o movimento do eixo da criatividade e da imaginação.

   “Inserida no contexto de leitura e de contar histórias, a criança terá um leque de possibilidades criativas muito maior, porque sua bagagem vai ser cada vez mais abastecida”, explica a professora Wânia.

   No livro “Memória e imaginação” (Ed. Inter Alia Comunicação e Cultura, 2009), Elvira Souza Lima diz que ‘’a imaginação é parte integrante do processo de aprendizagem, porque aprender significa, exatamente, ser capaz de estabelecer conexões entre informações, construindo significados”.

   As histórias infantis como recursos pedagógicos são cruciais para o desenvolvimento dos aspectos motor, afetivo, lógico-matemático e de outras habilidades cognitivas. “O que não podemos perder de vista é que elas são, como diz Fanny Abramovich, ‘gostosuras e bobices’”, acrescenta Wânia, citando o livro “Literatura Infantil” (Ed. Scipione, 1989). Dessa forma, precisa também de um espaço para o deleite, acrescenta a professora.

Qual é o jeito certo de contar histórias infantis?

   Ler e contar histórias são duas atividades diferentes. O que as une é um detalhe de extrema importância: o porta-voz da narrativa precisa, necessariamente, conhecê-la muito bem. Só assim saberá quais ênfases dar para as palavras; quando utilizar o suspense; como caracterizar cada personagem – qual a entonação e o timbre de voz que cada um terá; e de que maneira prender a atenção das crianças.

   “Ler uma história não pode ser um simples ato de abrir um livro e decodificar suas palavras. É uma ação de suma importância, de representação do ‘sonho’ de alguém, de um autor. Então, ler uma história é um evento. Precisamos nos preparar para ele”, comenta a professora Wânia.

   Contar uma história, por sua vez, demanda uma dedicação maior, afinal, toda a atenção do público estará voltada para o jeito como a narrativa se desenvolve a partir do contador.

   “Isso não é tão básico assim”, esclarece. “Ao mesmo tempo, é muito recompensador. As crianças ficam ali na expectativa, mostrando, através do brilho de seus olhos ou do movimento irrequieto do corpo, tudo o que estão a imaginar, a criar dentro de seus pensamentos. Isso é maravilhoso! Sem a imagem propriamente dita, vão criando as suas próprias.”

   Quem dá o tom da imagem criada na imaginação das crianças é justamente o contador. Ele deve oferecer as inúmeras possibilidades para as crianças interpretarem as paisagens, os personagens, as alegrias e as tristezas e todas as outras particularidades que compõem a história.

Contar histórias também incentiva a leitura

   Outro benefício que a prática de contar histórias traz é a formação de novos leitores. De muitas maneiras, ela fomenta nas crianças a vontade de explorar o desconhecido e buscar por si próprio, além de despertar o interesse em acompanhar narrativas, criar expectativas e gerar curiosidades, completa a professora Wânia.

   “Formar novos leitores passa pelo lugar da motivação. Os adultos – professores, leitores, contadores ou pais – são aqueles que vão ‘tecer a malha’ do sentir-se chamado para a leitura. Por isso, uma boa estratégia é escolher e conhecer bem a história que se vai apresentar para as crianças.”

   A dica da professora é organizar um momento especial para realizar a leitura. Um espaço específico e todo o ritual em torno disso também ajudam a criança a significar a atividade e alimentar o hábito de realizá-la. Tudo isso marca o contato inicial da criança com a literatura. A faixa etária e o estágio de desenvolvimento da criança também devem ser levados em consideração na escolha da história e na forma como ela será contada.

   “Uma outra estratégia é criar projetos de leitura (malas de histórias, mural de indicações de livros lidos, versões de uma mesma história, contos clássicos e modernos, etc.), montar pequenas “bibliotecas” nas salas ou em casa, visitar bibliotecas, manusear seus livros, ler e ouvir histórias em casa e na escola. Temos um leque aberto de oportunidades na infância para se formar um bom leitor. Basta começar”, declara.

O importante papel da família

   A leitura pode ser um momento de comunhão da família, o que significa que todos os membros, independentemente da idade, podem participar da leitura de histórias em casa.

   “Eu penso que para ler é só começar. Escolher um livro que salte aos olhos, desde a capa, as cores, a forma, o título. Cada qual vai ter suas preferências e gostos bem delineados, mas há histórias para todos. As histórias mais indicadas são aquelas que nos dão prazer em ler”, explica Wânia.

   Para ela, o clássico pedido “lê de novo?” é o termômetro para saber se a história agradou ao público. E o segredo para cativá-lo é ler com alegria e emoção.

Contando histórias na escola

   Uma escola que se propõe a oferecer a formação completa aos estudantes se preocupa em trazer a prática de contar histórias para o cotidiano dos alunos, principalmente da Educação Infantil. O Colégio Magnum se enquadra no grupo de instituições que disponibilizam uma biblioteca em sala de aula, a serviço das atividades desenvolvidas pelos professores, sempre atualizada a cada novo ano.

   “No Magnito, temos a Biblioteca Ruth Rocha, onde vamos semanalmente com a turma para a audição de uma nova história e o empréstimo de livros. Nessas ocasiões, as crianças têm a oportunidade de escolherem, individualmente, um título, favorecendo desde já a leitura e a autonomia.  A cada semana, as crianças levam para casa, na sexta-feira, um outro livro da biblioteca de sala, para se deliciarem no fim de semana. E, ainda, em sala de aula, temos a rotina de ler e contar histórias”, explica Wânia.

>> Baixe aqui a nossa Maratona de Histórias Infantis e assista com suas crianças a série de contação de histórias preparadas por nossas professoras da Educação Infantil. 

 

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   Ela, inclusive, se considera uma professora contadora de histórias. “Gosto de contar e me deliciar com os enredos, com os personagens e também com as expressões e o envolvimento das crianças enquanto traduzo, do meu jeito, alguma pérola que escolhi”, comemora.

   Ficou curioso para saber como a prática de contar histórias é feita no Magnum? Confira a série “História Contada”, que narra as histórias “Vó Sãozinha", “Chapeuzinho Vermelho”, “João e o pé de feijão”, e “Maternal e a boneca Pituchinha”.