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Esperança renovada

07 janeiro 2021

As reflexões sobre o que queremos para o futuro surgem com mais força no final do ano. A esperança, os bons desejos e a alegria de estar em festa com pessoas queridas são sentimentos fundamentais para criar expectativas para um novo ano que se aproxima.

O ano em que estamos apresenta uma série de desafios inesperados: aprender a se conectar a distância, estender compaixão e solidariedade, encontrar formas diferentes de expressar afeto.

É claro que 2020 também apresentou alguns desafios práticos, incluindo as novas formas de estudo e trabalho, vivenciadas pelas pessoas ao redor do mundo e pela comunidade Magnum.

Diante da resiliência necessária para enfrentar os desafios, e a empatia para levar outras pessoas (próximas ou não) junto, é importante pensar o que significa ter esperança e refletir sobre o que gostaríamos de levar para o futuro.

 

Semear pensamentos positivos

Breno Almeida, coordenador do Espiritualidade Magnum, explica que se utiliza da parábola do semeador para conversar com os alunos sobre a necessidade de projetar esperança para o novo ano que se aproxima: “Qual semente você quer colocar no seu coração? Da esperança de um dia novo, da esperança de um dia diferente, da esperança que tudo isso vai passar? Da esperança de um mundo melhor?” 

Ele conta que encontra espaço para trazer essa discussão com estudantes desde a Educação Infantil até os mais velhos, explicando que a ideia de esperança envolve cultivar esse sentimento sempre: “Jesus que joga essa semente. Então, que essa semente da esperança possa ser cultivada nos nossos corações”.

Para as crianças menores, é importante colocar as questões de forma mais lúdica, inserir os ensinamentos da Bíblia e da filosofia agostiniana de forma que elas possam desenvolver as habilidades socioemocionais de acordo com a sua maturidade.

Já para alunos mais velhos, existem oportunidades diferentes para colocar a importância de se desenvolver a esperança e a compaixão diante dos desafios. É importante “pensar em algum exemplo, algum testemunho e, dessa forma, conseguimos chamar mais a atenção dos jovens.”

A partir daí, os jovens conseguem relacionar melhor o conhecimento religioso com seus desafios do cotidiano: “na hora que eles começarem a ler, não vai ser algo distante, vai ser algo muito próximo, porque é o que está sendo falado o tempo todo: a esperança de um dia após o outro.”

Neste momento de final de ano e de expectativas para o ano que virá, principalmente após os desafios únicos que surgiram em 2020, a ideia de ter esperança com o novo, da chegada de mudanças, dos novos ventos, é o que nos move. Por isso, é fundamental cultivar os bons sentimentos e mudar os hábitos e perspectivas.

 

Criar novos hábitos para trazer felicidade

Inserir hábitos positivos é uma forma de manifestar a espiritualidade, para que ela nos ajude nos desafios do dia a dia e a encarar o futuro com esperança, acrescenta Breno. Desta forma, a filosofia cristã e habilidades socioemocionais como a empatia e a solidariedade ganham mais espaço que as questões que estamos enfrentando em nosso cotidiano.

Uma das formas que ele destaca ser importante é tomar cuidado com o que consumimos. Ainda que seja importante se informar sobre as notícias e as precauções necessárias, é preciso também encontrar momentos de alegria em nossos dias. Breno comenta que não estar conectado à Internet o tempo todo e procurar leituras que façam bem ou ter um tempo com pessoas queridas é uma saída. 

“Eu tento buscar sempre leituras que trazem coisas boas para mim”. Com os desafios atuais relacionados à pandemia e à falta de contato, a ligação com a espiritualidade pode ajudar. “É uma forma de lidar com esse tempo todo doido que a gente está vivendo.”

O coordenador deixa, inclusive, uma indicação para a comunidade Magnum: “eu gosto muito de ler artigos da Canção Nova, que é uma comunidade católica.” 

Projetar a espiritualidade entre pessoas queridas também pode ser a chave para criar novos hábitos que ajudem no dia a dia. Um dos exemplos que Breno cita durante as aulas a distância é a realização do terço em grupo com as famílias.

Ele comenta que os alunos enfrentaram dificuldades durante o processo, tanto pela preocupação com os entes queridos quanto pela distância do afeto uns dos outros, mas que a prática teve muito sucesso entre eles, ao trazer o diálogo sobre as dificuldades e questões com o futuro. “A esperança não é só esperar, a esperança é de algo novo”, explica.

 

Esperança em amar ao próximo

Mas os hábitos positivos e o sentimento de esperança não se aplicam só a nós mesmos. Um dos principais nortes do Colégio Magnum, baseado na filosofia agostiniana, é a demonstração de amor ao próximo. Isso se manifesta principalmente em exercer respeito, compaixão, solidariedade e empatia pelo próximo. 

Enxergar a realidade do próximo pode ser uma forma de desenvolver esperança, explica Breno. Um dos exemplos abordados em sala de aula é o do DJ Alok. Ele conta que o caso foi trazido à tona por se aproximar das referências culturais dos alunos e da ideia de estender compaixão e empatia ao próximo. 

O DJ, que participou de uma missão de caridade em Moçambique organizada pela Fraternidade sem Fronteiras, passou a entender a necessidade de depositar esperança em pessoas que passam dificuldades, mas também de enxergar com empatia a realidade delas e seus desafios e expectativas com relação à espiritualidade. A partir daí, explica Breno, ele passou a se envolver mais com atividades de caridade e a comunidade.

Breno volta à questão das parábolas cristãs como norte para criar esperança, desta vez a do Bom Samaritano: “não ser aquele que passou direto, não ser aquele que simplesmente parou e olhou, mas também foi embora, mas ser aquele que parou, olhou e quis ajudar.”

Para a comunidade Magnum, que já está envolvida em projetos sociais como visitas a creches e casas de idosos, Breno deixa um conselho: “quando eu vou fazer uma visita, o que eu preciso levar é amor, é o meu coração para essas pessoas.”

“É isso que pode de verdade mudar a vida das pessoas: é o olhar e a empatia, essa questão do respeito. Ter esse coração compassivo de não simplesmente querer ajudar, mas sentir a tristeza pelo que o outro está passando e trazer ajuda.”

Para o novo ano e para o futuro, Breno encara a formação de novas gerações mais empáticas como chave para um mundo mais justo. “Minha maior esperança”, diz ele, "é ver um mundo diferente por causa dessas crianças nutridas de coisas boas.”

 

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