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Influenciadores digitais e lazer consciente nas redes

21 outubro 2021

Hoje, cerca de 86% dos jovens brasileiros acessam a Internet. Além de estudar e conversar com amigos pela Internet, eles também a utilizam para consumir conteúdo, principalmente de influenciadores digitais. Esses influenciadores abordam temáticas próximas dos interesses dos adolescentes, como cultura pop, moda e beleza, videogames, esportes e outros assuntos.
Além disso, a mídia web tem um formato mais próximo da linguagem de crianças e adolescentes, disponível em múltiplos canais como perfis em redes sociais, blogs e outros espaços digitais em que comunidades são formadas.
Com isso, muitos jovens conhecem a possibilidade de carreiras envolvendo o marketing digital e a atuação como influenciadores. Assim, os produtores de conteúdo que os jovens consomem podem ser inspiração para o futuro trabalho.
Mas, em meio a isso, há a necessidade de dialogar sobre boas práticas na Internet. Tanto quem consome quanto quem produz o conteúdo devem ter responsabilidade e ética.
De forma dinâmica, o Magnum realiza discussões sobre comportamentos da sociedade e da atualidade, para fortalecer conceitos pedagógicos necessários. Por exemplo, o Colégio já abordou o cyberbullying em atividades extracurriculares em anos anteriores, convidando, inclusive, um delegado de crimes virtuais para aprofundar o assunto.
Neste ano, dialogamos com os alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio sobre a atuação profissional nas redes, tendo como mediadora a Gestora de Marketing e Comunicação do Colégio Magnum Cidade Nova, Marianne Souza. “Nosso objetivo foi discutir com profundidade um consumo de conteúdo que faz parte da vida dos alunos. O principal é entender todos os processos que acontecem por trás de uma rede”, afirma Marianne.

Atuação profissional e ética nas redes sociais

A pandemia ampliou o uso das redes sociais, como ferramenta de interação diante do isolamento social, e também evidenciou o meio de comunicação como alternativa de atividade profissional. Mas, como não se frustrar com as promessas dessas mídias?
“No último ano, principalmente devido à pandemia, as pessoas tiveram um olhar diferenciado para a Internet, sobretudo, com objetivos de monetização das redes sociais”, conta Marianne Souza.
Ela reflete sobre a visão romantizada que muitos jovens têm da carreira on-line. Atuar com redes sociais não significa postar um conteúdo e ganhar dinheiro com ele de forma mágica. “Um perfil no Instagram não alcança milhares de seguidores apenas pelo fato de o administrador fazer posts com frequência. A diferença do perfil profissional é o planejamento. O processo todo traz a intencionalidade daquela publicação, a estratégia”. A aluna Shélida Garcia Mudado, da 2ª Série do Ensino Médio, conta que já teve essa visão das redes sociais como algo mais prático. Hoje, ela compreende que a atuação com mídias digitais “requer bastante esforço, paciência, além de ser algo que pode ajudar bastante como auxiliar no empreendedorismo”, comenta. A estudante lembra que, com o distanciamento social, novos empreendimentos comerciais, como lojas e outros negócios como aqueles envolvendo as artes, encontraram nas redes socais uma forma de crescimento. “Depois da pandemia, muitos novos influenciadores apareceram, são novas formas de crescer no mercado, tendo como solução o uso das mídias sociais”, observa Shélida.
Com a abordagem de Marianne sobre a realidade da atuação profissional nas redes sociais, muitos alunos, assim como Shélida, desmistificaram os seus propósitos com os canais de interação virtual. “Muitos alunos queriam usar as redes sociais como lazer e se desse certo, conseguir uma quantidade boa de seguidores e monetizar o seu perfil. Eles perceberam que esse não é o caminho”, diz Marianne.
Por outro lado, Marianne conta que o aprofundamento sobre o tema ajudou outros participantes a confirmarem o desejo de seguir nessa linha profissional e ainda a entender um pouco mais as habilidades necessárias no mercado da comunicação digital.
Na interação com os estudantes, Marianne abordou as implicações legais de trabalhos autorais na Internet e a diferença entre inspiração e cópia. "A visão de todos é de que se o outro faz não é errado, um equívoco. Por exemplo, reposts de conteúdo, uso de imagem alheia sem autorização, divulgação sem créditos e outros hábitos antiéticos podem até fazer com que o perfil saia do ar e perca o trabalho de construção de público”, diz Marianne.
É papel das famílias e do Colégio estarem atentos às mudanças da sociedade, para apoiar os alunos no convívio com o outro e sua relação com o mundo. Dessa forma, crianças e jovens desenvolvem raciocínio crítico e identificam oportunidades de crescimento pessoal, bem como para seu futuro profissional. O diálogo sobre a Internet e as mídias sociais, portanto, faz parte dessa premissa. Afinal, atualmente o cotidiano das pessoas é conectado e interligado pelos apps e pela rede de computadores.
Vale lembrar que, como em todas as esferas da vida, tudo possui um lado positivo e negativo. Como meio de comunicação, as redes sociais se configuraram como alternativa para a interação social durante o isolamento social e fonte de renda para muitos setores econômicos e pessoas que sofreram e sofrem os impactos financeiros desse período único da história, acarretado pela pandemia da Covid-19. Mas, fica o alerta para a importância da conduta ética em relação a direitos autorais e respeito ao próximo. Comportamentos esses que reforçamos: devem permear a vida em sociedade, seja no meio on-line ou off-line.

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