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Inteligência emocional contribui no processo de ensino e aprendizagem

26 novembro 2020

Diversos são os fatores que afetam o processo de ensino e aprendizagem de crianças e adolescentes na etapa escolar, como tensão, preocupação, insegurança e dificuldade de relacionamento em grupo, e esses efeitos podem impactar o indivíduo ao longo de sua vida. Por isso, o desenvolvimento da inteligência emocional se torna imprescindível para a formação integral dos alunos e a criação de um ambiente educacional inovador. 

Tendo isso em vista, o Colégio Magnum possui, além da Matriz Curricular de Ensino que se ocupa das disciplinas tradicionais, a Matriz Curricular de Habilidades Socioemocionais, que foi elaborada por meio de aprofundado estudo, baseado no desenvolvimento moral e social dos estudantes. Os resultados dessa pesquisa e de sua aplicabilidade têm demonstrado que o trabalho intencional e planejado, com foco no aprimoramento das habilidades socioemocionais, favorece a aquisição progressiva da inteligência emocional pelos alunos. 

“A inteligência emocional está relacionada à maneira como os indivíduos lidam com as emoções, como se relacionam entre si, como conseguem buscar soluções diante dos desafios do dia a dia, e tem a ver com a capacidade de tomar decisões diante de situações diversas, sejam elas desafiadoras ou não”, explica Daniela Diniz, coordenadora de Formação do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental. “Por isso, para que se possa construir a inteligência emocional, é de suma importância desenvolver habilidades socioemocionais, tais como empatia, disciplina, responsabilidade, perseverança, esforço, equilíbrio emocional, autoconfiança, autoestima, tomada de decisão e resolução de conflitos”, acrescenta.

 

Autoconhecimento como facilitador da inteligência emocional 

Somado a isso, Daniela Diniz lembra ainda a importância do desenvolvimento do princípio do autoconhecimento, para que o aluno saiba das suas potencialidades e dos pontos que precisa lapidar, e traz a máxima de Sócrates: “Conheça-te a ti mesmo”. 

“Para lidar com o outro, temos que, antes de tudo, nos conhecer, para que assim saibamos expressar sentimentos e emoções com respeito, ao invés de reagir a situações de forma impetuosa”, sublinha. “Na medida que esse processo vai se aprimorando, a inteligência emocional vai sendo alcançada, impactando positivamente no bem-estar e na saúde mental do aluno, com o objetivo de prepará-lo para os desafios que vai enfrentar ao longo da vida pessoal, escolar e profissional”, completa.

 

Aplicação da Matriz Curricular de Habilidades Socioemocionais no cotidiano da escola 

Formulada com o intuito de guiar o ensino básico no Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) dá especial destaque à temática da inteligência emocional. A ideia não é, necessariamente, transformar as competências socioemocionais em componente curricular, e sim articular a sua aprendizagem à de outras habilidades relacionadas às tradicionais áreas do conhecimento. 

Dessa maneira, no Colégio Magnum, os professores têm uma intencionalidade para a construção dessas habilidades, que está incorporada ao cotidiano escolar, permeando todas as disciplinas e ações. “Cada ano e cada disciplina trabalha a inteligência emocional de uma forma. Por exemplo, recentemente, o professor de Português do Ensino Fundamental II aplicou o conceito e definição do princípio do amor ao próximo para além do senso comum, durante as práticas de sala de aula”, exemplificou a coordenadora. 

Ela citou ainda uma ação que sempre é realizada com os alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio, e que continua durante o período de distanciamento social: ao final de cada Etapa, os estudantes têm realizado uma autoavaliação em relação aos princípios e habilidades socioemocionais. Segundo Daniela, esses têm sido ricos momentos de reflexão tanto para os estudantes quanto para a equipe pedagógica.

 

Construção da inteligência emocional no período de distanciamento social 

Desde o início do distanciamento social, o Colégio Magnum vem investindo em tecnologias necessárias para que as aulas ao vivo e postadas tenham excelência na qualidade – um dos diferenciais da instituição – tanto no ensino, quanto na formação. A dedicação e o empenho dos professores são fundamentais e o esforço da equipe que prepara as aulas ao vivo e postadas, com zelo e comprometimento, é notável. Porém, mesmo com todo este investimento, ficou evidente que o engajamento dos alunos nas aulas postadas precisava melhorar. 

Portanto, com o objetivo de incentivá-los a acessarem todo o conteúdo postado na plataforma Magnum-SOL, realizando atividades e deveres de casa, têm sido implementadas estratégias de gamificação, para favorecer esse engajamento. 

Assim, surgiu o “Projeto Aluno Explorador Magnum” cuja proposta inovadora incentiva o protagonismo e o desenvolvimento da autonomia dos alunos, por meio de habilidades socioemocionais: curiosidade, resiliência, honestidade (compromisso com a verdade), disciplina, esforço, perseverança, responsabilidade, proatividade e autoconfiança. “Acreditamos que os avanços na construção dessa autonomia serão percebidos e os benefícios para toda a comunidade escolar logo serão celebrados”, declara Lana Medeiros, coordenadora de Formação do 2º ao 5º Ano do Ensino Fundamental.

 

Jogos e projetos levam as crianças a se engajarem no processo de desenvolvimento da inteligência emocional 

No Ensino Fundamental I, foram criados "jogos cooperativos", que promovem a cooperação, o espírito de equipe e a ajuda mútua entre as crianças, habilidades geralmente encontradas em indivíduos emocionalmente autônomos. É um projeto que promove também a empatia e a criatividade não só nos alunos, como também nos professores. 

Nessa mesma linha, foi implementado um projeto de protagonismo dos alunos, que chamamos de "equipes de ajuda". Essas equipes são formadas por um grupo de meninos e meninas das diversas salas de aula, que trabalham juntos em atividades relacionadas aos conflitos reais de convivência que cada grupo enfrenta. Todos se ajudam mutuamente diante de determinadas cenas de conflito, atuando de forma solidária nas dificuldades cotidianas de convivência, quando muitas vezes o professor não tem acesso, devido à natureza dos conflitos vivenciados pelos alunos. “O objetivo das equipes de ajuda é oferecer apoio a quem se sente sozinho e frágil, bem como auxiliar no desenvolvimento de habilidades de cooperação entre todos, o que acaba proporcionando aos alunos avanços no processo de construção da inteligência emocional”, afirma Lana Medeiros. 

De acordo com a coordenadora, as equipes de ajuda auxiliam na redução do índice de situações de vitimização, observando o comportamento das pessoas e contribuindo com estratégias de autoproteção, para a modificação das ações das vítimas e dos agressores, permitindo, assim, um clima saudável no convívio escolar. 

Saiba mais sobre a importância das competências socioemocionais na BNCC, acessando aqui.