COLÉGIO MAGNUM CIDADE NOVA

UMA ESCOLA COMPLETA

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Notícias  

Magnum na imprensa: Ensino acadêmico e a inteligência emocional

21 janeiro 2020

Além do conhecimento

 

Há poucos anos, as escolas se destacavam no mercado educacional, exclusivamente, pela qualidade do ensino acadêmico. Apenas os alunos com rendimento acima da média eram supervalorizados e suas performances em competições intercolegiais, vestibulares e Enem passaram a ser de grande importância para as instituições em que estudavam, porque isso dava visibilidade a essas escolas. Não era raro que estudantes com grande sucesso acadêmico se transformassem em pessoas e profissionais de difícil convivência. Já aqueles outros, que não possuíam um QI brilhante e que preenchiam as demais vagas nas empresas, geralmente, apresentavam pouca iniciativa e dificuldade de trabalhar em grupo. No final dos anos 1990 e início deste século, norte-americanos, estudiosos da educação, começaram a chamar atenção para o fato de que rendimento escolar não era tudo na educação. Insistiam que a formação nas escolas deveria ser completa, favorecendo o desenvolvimento de competências e habilidades que equilibrassem a formação acadêmica e a emocional, desenvolvendo no estudante a capacidade de relacionar-se bem interpessoalmente e com o meio socioambiental. A ideia ganhou espaço no setor educacional e passou a ser estimulada pelo mundo empresarial, que sentia necessidade de profissionais com capacidade de atuar em equipe, de demonstrar equilíbrio em situações de tensão, de ter alto potencial criativo e de se mostrarem proativos nas relações profissionais e sociais. Aos poucos, essa tendência ganhou força e se disseminou no mundo ocidental. No Brasil, como as escolas Além do conhecimento não contavam com educadores preparados para esse trabalho, as instituições mais conscientes tomaram a iniciativa de preparar seus próprios profissionais.

 

COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS

Hoje, as competências e habilidades socioemocionais são uma realidade no país. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresenta, pelo menos, quatro competências direcionadas à formação socioemocional e é cada vez mais aceita a ideia de que cabe à escola promover o equilíbrio entre o ensino acadêmico, que privilegia o QI, e a inteligência emocional, que destaca o QE (quociente emocional). À medida que essa educação voltada também para as competências e habilidades socioemocionais se ampliar, teremos mais crianças e adolescentes desenvolvendo a capacidade de mostrar equilíbrio e resiliência em situações de tensão do cotidiano, de demonstrar autoconfiança ao se defrontar com desafios, de evidenciar responsabilidade diante de seus compromissos, de mostrar habilidade para conviver com as pessoas a sua volta, procurando se comunicar bem com elas, mostrando-se cooperativas e colaboradoras –mesmo em ambientes de competição–, obedecendo a regras e leis com naturalidade, respeitando a diversidade e trabalhando para o bem comum. Dessa forma, com uma educação que privilegia a formação completa do indivíduo, serão estabelecidas as bases de uma sociedade menos superficial, violenta, competitiva e consumista e mais equilibrada, saudável, humana, espiritualizada e, por que não, feliz.

 

Eldo Pena Couto

Diretor do Colégio Magnum Cidade Nova

 

* Artigo publicado na revista Encontro, edição especial, ano XVIII, nº 223.