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Matemática financeira também se aprende na escola

25 março 2021

   A matemática financeira faz parte do currículo do Magnum e contempla diferentes faixas etárias e estágios de desenvolvimento. É um conteúdo que se encaixa em diferentes áreas acadêmicas e habilidades para a vida e cria muitas possibilidades para estudantes desde o início da vida escolar. O programa de Educação Financeira utiliza os conhecimentos matemáticos para incentivar os alunos a fazerem melhores escolhas dentro e fora da escola.

   Um dos princípios norteadores da linha pedagógica do Colégio é a formação de cidadãos completos, que tenham espírito de empreendedorismo, ou seja, utilizem seus conhecimentos e experimentos para desenvolver a autonomia.

   Para que os alunos tenham essa oportunidade, é importante que essa autonomia seja ensinada desde cedo, desde o Ensino Infantil. E a Educação Financeira é uma das formas de fazer com que esse processo tome forma.

 

Consumo consciente desde os primeiros anos

   Ainda se acredita que crianças não tenham maturidade para entender sobre dinheiro e gastos. Mas a professora Cristiana Gonçalves, que faz parte da equipe do Projeto de Educação Financeira do 5º Ano do Colégio Magnum, explica que isso não é bem verdade, mas é importante colocar a temática de forma que elas possam visualizar e compreender.

   Um exemplo é que na “Educação Infantil, as crianças começam medindo o lixo, por exemplo, quanto de lixo depois do recreio nós produzimos? Uma lata grande? Então o que podemos fazer para diminuir o lixo?” Colocar esses questionamentos é uma forma de inserir o diálogo na vida daquelas crianças. “Se diminuirmos o lixo, podemos diminuir o impacto ambiental, consequentemente, consumimos menos materiais da natureza que fabricam esses pacotes, essas caixas e, consequentemente, gastamos menos. Então já vem essa mudança, esse fazer pensar dos meninos lá com cinco anos.”

   E esse modo de ensino continua nos anos seguintes, sempre respeitando o desenvolvimento escolar: “No 1º Ano, as crianças começam a falar sobre esses impactos no meio ambiente. Tem todo um trabalho que vai aumentando, à medida que eles vão amadurecendo, para no 2º Ano falar do sistema monetário, e os conteúdos vão ficando mais específicos.”

   A professora conta que no conteúdo de Matemática do 5º Ano, os alunos começam a estudar porcentagem, lucro, prejuízo, acréscimo. “Isso já amplia muito mais a visão deles de sistema monetário”, conta.

 

O papel das novas gerações

   Como já vimos aqui, a ideia é aliar a matemática financeira a outras esferas da vida como, por exemplo, economizar em casa. “Nossos alunos adquirem o papel de conscientizar todos de casa e fora dela, de que têm que manter a luz apagada, fechar a torneira, economia que afeta o bolso e muito além. Então eles passam pelo hábito daquilo que estão vivenciando e essas contas, essa matemática, entram na vida deles de forma efetiva e não é só uma teoria, é uma prática.”

   Cristiana conta que é comum muitas famílias da comunidade Magnum expressarem que as temáticas de economia e consumo consciente geraram mudanças positivas e consistentes dentro de casa.

 

Usar conhecimento para ajudar ao próximo

   O projeto de Educação Financeira do 5º Ano do Magnum culmina em um projeto especial de solidariedade. Os alunos são responsáveis por arrecadar recursos em prol do Centro de Estudos e Atendimento ao Menor – CEAME.

   “É como se a gente fizesse um compilado do que eles trabalharam todos esses anos e culminasse nesse projeto de Educação Financeira. Os meninos aprendem a poupar, deixar de gastar e, sobretudo, a gastar pensando no outro”, relata a professora.

   Cristiana conta que os alunos visitam o CEAME e são convidados a conhecer e refletir sobre uma realidade muito diferente da deles. Com a matemática financeira desenvolvem empatia, amor ao próximo e proatividade. As crianças começam a ter essas ações e a questão da proatividade cresce muito, porque são elas mesmas que vão desenvolver ações para recolher dinheiro e ajudar o CEAME.”

 

Matemática em prática

   Outro ponto que a professora destaca sobre a função da matemática financeira na vida dos alunos é a oportunidade de encaixar conhecimentos teóricos no dia a dia, tornando a compreensão mais fácil e aplicável.

   “Por exemplo, se o aluno ganha uma mesada ou uma semanada para comprar o lanche, ele passa a compreender quanto vai precisar, de quanto tempo ele precisa para juntar o dinheiro ou quanto ele precisa para economizar. O cálculo fica próximo do seu dia a dia, entender metas e percentagem deixa de ser árido e passa a virar rotina.”

   De acordo com Cristiana, uma das características mais interessantes dessa aplicação é que ela ajuda a fixar os conteúdos das aulas, “além de aprender com mais prazer e tornar o aprendizado mais significativo”.

 

Saúde financeira para um futuro melhor

   Cristiana considera que a Educação Financeira é um processo muito completo, justamente por envolver, além da matemática financeira, diferentes conhecimentos escolares e socioemocionais. "São muitas habilidades, são muitas áreas de conhecimento envolvidas”.

   Ela considera essa jornada um diferencial na formação de seus alunos, “não só para que eles acessem o Ensino Fundamental II, no 6º Ano, com uma maturidade matemática, não só pelo raciocínio lógico. Estamos educando seres humanos mais conscientes, com uma visão de mundo.             

   Não só para os alunos, mas para a sociedade: “Eles entendem que está tudo interligado e que é preciso consciência. Se você gasta mal, você também fica pior financeiramente, você também polui mais o meio ambiente, prejudica mais as pessoas, deixa de ajudar o outro. Enfim, é um efeito em cadeia”.

   Além disso, ela tem orgulho de participar do projeto para ajudar seus alunos a desenvolverem uma saúde financeira melhor na vida adulta. “É um diferencial da nossa escola que eu acho que fará muita diferença para a vida de cada aluno”, conclui, orgulhosa.       

 

Saiba mais sobre as iniciativas de educação financeira no Magnum.