COLÉGIO MAGNUM CIDADE NOVA

UMA ESCOLA COMPLETA

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Notícias  

O que esperar da BNCC

19 agosto 2021

   A Educação Básica cumpre importante papel no estímulo ao desenvolvimento de habilidades nas crianças e jovens, preparando-os para a vida adulta. Nesse contexto, o Ensino Fundamental é primordial na transição da infância para a adolescência, sendo uma etapa de desenvolvimento de habilidades tanto educacionais quanto socioemocionais.

   A Base Nacional Curricular Comum – BNCC, desde a sua criação, ocupou-se de destacar a relevância dessa fase escolar.

   De acordo com o documento, homologado em 2017, o objetivo é “que a nova etapa se construa com base no que a criança sabe e é capaz de fazer, em uma perspectiva de continuidade de seu percurso educativo”.

 

Ensino Fundamental I e o sujeito protagonista desde cedo

   O primeiro passo é dar atenção especial à transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental. A Base Nacional Curricular Comum alerta que esse processo deve ser feito com todo o cuidado necessário.   “A introdução das crianças nesta etapa não deve confirmar o senso comum de que, a partir do ingresso no Ensino Fundamental, a criança precisa deixar para trás esse ambiente acolhedor para passar a uma rotina rígida de conteúdos e avaliações. Deste modo, a transição deve garantir, sobretudo, a integração e a continuidade dos processos de aprendizagem das crianças, respeitando as suas características, potencialidades e necessidades específicas, como sujeitos de aprendizagem.”

   Dessa forma, é importante auxiliar a criança no desenvolvimento da linguagem e na capacidade de argumentação, do raciocínio lógico-matemático, da resolução de problemas, da capacidade de problematizar para compreender fenômenos naturais e sociais, tornando essa aprendizagem parte efetiva do planejamento escolar. Assim, os alunos vão adquirir ferramentas que favorecerão seu percurso formativo nas fases escolares seguintes.

 Joísa de Abreu, diretora de Ensino do Magnum Cidade Nova, comenta que a separação do Fundamental I e Fundamental II faz parte dessa ideia de atender a diferentes necessidades educacionais. “As crianças estão nesse período de desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor distinto de adolescentes, então o aprendizado se dá de uma maneira muito diferente”, aponta ela.

      

O papel do pedagogo

   De acordo com a diretora, o professor dos anos iniciais é generalista. Sua formação lhe permite conhecer os processos pelos quais o indivíduo aprende e, assim, planejar intervenções de maneira a favorecer esse processo.         “Nós, pedagogos, como especialistas na área da Educação, conhecemos profundamente as metodologias de ensino adequadas e as utilizamos, de maneira assertiva, com os nossos alunos”, reforça Joísa.

   Essa especificidade dos anos iniciais foi considerada pela BNCC. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais, por exemplo, deve acontecer com o desenvolvimento de habilidades cognitivas, permitindo que o aluno desenvolva sua autonomia, que é uma das competências previstas na Matriz de Formação do Colégio Magnum.

   Durante os anos iniciais, explica Joísa, “a criança vai precisar aprender a se comunicar, a argumentar, se reconhecer como sujeito social, um ser que tem história, e se reconhece nesse lugar, nesse tempo, nesse espaço, como cidadão”. E isso inclui conhecimentos propostos em diversos componentes curriculares para que a formação seja completa.

 

Anos iniciais e aprendizado integrado

   Desde o início, o trabalho é focado para que os alunos desenvolvam as habilidades necessárias para o resto da vida escolar. Uma das formas de aproximar as crianças de conceitos, diz Joísa, é trabalhar com o concreto. “Existe uma necessidade muito grande de se manipular, manusear, usar diferentes sentidos para aprender. O aluno precisa passar pela vivência e primeiro experimentar pelo exemplo as várias possibilidades de resolução de um problema. Assim, depois, poderá se apropriar dos conceitos teóricos relacionados a determinado objeto de conhecimento”, assevera a diretora.

   Exemplificando o emprego desse recurso didático, pode-se visualizar a seguinte situação: uma criança que está na fase de aprender até a unidade do milhar nas operações matemáticas básicas, porém ainda não compreende conceitualmente esse campo numérico — nesse caso, “o aluno vai fazer uma coleção com mil objetos, contar até mil, acrescentar elementos, tirar elementos e executar adições por meio desses objetos concretos”, explana Joísa.

   Mesmo que a BNCC apresente os componentes curriculares de maneira independente, é importante frisar que, no Ensino Fundamental I, é desejável que o ensino se dê de maneira interdisciplinar. Ou, ainda, que o professor regente tenha esse olhar amplo, que leve em conta toda a trajetória de aprendizado do aluno. Dessa forma, diz Joísa, o professor pode observar como o aluno se comporta em cada situação. “Muitas vezes, a dificuldade que esse aluno tem em Matemática não é necessariamente na disciplina, no raciocínio lógico-matemático. O entrave pode ser de interpretação de texto, ao não conseguir compreender o que foi proposto naquele problema”, comenta ela.

   Com o trabalho do pedagogo, o aluno pode desenvolver as competências necessárias em todos os componentes curriculares para que sua formação seja mais completa.

 

O Ensino Fundamental II e os novos desafios educativos e estruturais

   Já a partir do 6º Ano, ou seja, dos anos finais do Ensino Fundamental, as questões são ligeiramente diferentes. “O aluno que chega no 6º Ano está no início da puberdade, momento de profundas modificações no indivíduo”, explica o diretor, Wyller Souza.

   “Além dessas mudanças físicas, neurológicas e sociais, já que a adolescência delimita um novo lugar social para esse indivíduo, há uma mudança na estrutura de organização do processo de escolarização”, continua ele. Uma delas é que essa fase apresenta uma equipe maior, em que cada educador, sendo especialista, fica responsável por um componente curricular.

   É claro que os desafios precisam ser enfrentados em conjunto, por isso, diz Wyller, “há todo o cuidado com o acolhimento desse aluno que chega, a partir da apresentação cuidadosa da nova dinâmica de trabalho, e da necessidade de uma nova organização do aluno.”

 

As diferentes atuações do Ensino Fundamental II

   Os componentes curriculares continuam sendo agrupados em Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Ensino Religioso. Entretanto, com a BNCC, foi inserido o trabalho com habilidades socioemocionais.

   Wyller reforça esse histórico do Colégio. “O trabalho do Magnum Cidade Nova com princípios, valores e habilidades socioemocionais teve início, de maneira inovadora na educação, muito antes da BNCC. A própria estrutura de acompanhamento dos processos educativos, dividida em Ensino e Formação, demonstra a preocupação do Magnum com o desenvolvimento do cidadão, capaz de agir modificando positivamente a comunidade na qual vive”.

   Ele encara a formalização da BNCC como uma validação, em âmbito nacional, da necessidade de as escolas atentarem para uma formação mais completa no Ensino Básico. Isso se alinha com a proposta pedagógica do Magnum, que, de acordo com o educador, já desenvolve há mais tempo uma matriz curricular baseada em competências e habilidades tanto relacionadas ao ensino quanto socioemocionais.

 

Ensinar é multiplicar

   Wyller explica que o Brasil possui um grande número de escolas de educação básica com uma riqueza regional imensa. Contudo, essa grande diversidade produz currículos muito diferentes de acordo com a região e, em uma mesma região, de acordo com a escola. “A BNCC surge nesse contexto como uma tentativa de construir referenciais mínimos de trabalho em todo o território nacional. Ela não é o currículo da escola, mas contém um conjunto de competências e habilidades que devem ser trabalhadas em todas as escolas, estando estas livres para acrescentarem outros referenciais relacionados à sua região ou aos seus propósitos pedagógicos”, reforça.

   Joísa de Abreu, por sua vez, ressalta a mensagem do ensino múltiplo e acolhedor para o desenvolvimento dos alunos e a importância do envolvimento da família durante essa fase escolar: “O tema transversal do Magnum é família e escola unidas para formar crianças e jovens fortalecidos emocionalmente, íntegros, protagonistas e motivados a servir ao próximo”.

   Quer saber mais sobre a matriz curricular de educação e cidadania do Magnum? Leia mais!