COLÉGIO MAGNUM CIDADE NOVA

UMA ESCOLA COMPLETA

COLÉGIO MAGNUM CIDADE NOVA

UMA ESCOLA COMPLETA

Notícias  

Palavras e comportamentos agressivos em crianças: como a Educação Infantil nas escolas ajuda as famílias nessa fase difícil?

09 março 2021

   Palavras e comportamentos agressivos podem se fazer frequentes durante o processo de desenvolvimento das crianças. Muitas vezes, uma palavra mais forte pode ser empregada como tentativa de chamar a atenção dos adultos. As crianças frequentemente podem sequer compreender o real sentido daquela palavra. O comportamento agressivo, por sua vez, denota uma dificuldade em lidar com as emoções. Algo natural das crianças e que muitas vezes, sem o desenvolvimento emocional adequado, podemos acabar levando-a até a idade adulta.

   Mas como podemos agir para que esse desenvolvimento seja trabalhado? Como fazer com que os filhos compreendam os danos de um comportamento agressivo? A Educação Infantil nas escolas pode ser uma aliada das famílias. Saiba mais neste texto.

   As palavras agressivas podem ser absorvidas pelas crianças no começo da construção de seu vocabulário, porém, sem que saibam o seu significado total (denotativo), ou o seu potencial ofensivo e indelicado (conotativo). Isso quer dizer que um xingamento pode ser replicado por crianças muito novas.

 

Exemplo e reação diante de palavras e comportamentos agressivos de crianças

   O adulto pode achar engraçado ao ver uma criança proferindo palavras agressivas, até mesmo quando fora de contexto. Ao notar essa reação, a criança pode interpretar como estímulo, o que acaba incentivando a repetição da ação. O mesmo resultado pode ocorrer simplesmente por ser dada uma atenção a mais para os pequenos naquele momento.

   Você acha “engraçadinho” uma criança nervosinha ou agressiva? Você acha que pode ser fofo uma criança usar palavras mais fortes, comuns nos vocabulários dos adultos, para expressar seus sentimentos? E quando uma criança usa palavra “feia” ou agressiva antes mesmo de saber falar corretamente? Ao ler essas perguntas, muitas pessoas respondem não. Porém, nas redes sociais e até nos grupos de WhatsApp repercutem crianças com esse tipo de comportamento. Por quê? Muitas vezes pelo simples fato de a criança se portar como um miniadulto.

   Mas, atenção: curtir, compartilhar e rir desse tipo de comportamento pode ser prejudicial à saúde emocional da criança. Por ouro lado, a criança pode demorar muito para compreender como agir nessas situações de confusão emocional, se suas palavras e o comportamento agressivo forem ignorados. Isto é, contornar a situação de alguma maneira, por exemplo, levando a atenção da criança para outro foco, também não é positivo.

   Assim, se os adultos que convivem com a criança desejam que o uso dessas palavras e comportamentos agressivos ou mal-empregadas não se tornem frequentes, não devem celebrar suas manifestações. Como já falamos aqui, risadas devem ser contidas. Pedidos de repetição, ou reprodução na frente de outros familiares para mostrar o comportamento curioso também não são recomendados. Ao mesmo tempo, a repressão e a agressividade como resposta também não ajudam.

   Portanto, não podemos esquecer que a boa convivência social é aprendida e absorvida aos poucos durante a formação infantil. Dessa forma, não se desesperar e tratar o assunto de forma natural e por meio do diálogo acaba sendo a melhor maneira.

 

O desenvolvimento socioemocional em crianças

   A criança tem a capacidade de compreender que existem regras e contextos. Isto é, identificar que cada lugar ou situação demanda um comportamento diferente. Além disso, socialmente, desempenhamos diversos papéis, representamos figuras diferentes a todo momento. Em casa, o papel de filho ou filha é mais forte. Na escola, os pequenos são antes de tudo alunos e colegas.

   Fazer com que eles estejam conscientes de que para cada situação há um comportamento fará com que seja mais fácil a compreensão de que determinadas palavras se usam em alguns contextos e em outros não. E, sobretudo, que algumas palavras pertencem ao mundo dos adultos ou que até mesmo quando usadas por eles podem ofender alguém.

   Essa reflexão auxilia na percepção que inclusive os adultos, às vezes, se desequilibram no controle de suas emoções. Pois se a criança disser: “Ah, mas o titio falou isso aquele dia”, por exemplo, podemos nos apoiar nesses exemplos para explicar que entender suas emoções e cuidar de suas palavras nem sempre é fácil. Até os adultos erram, mas tentamos sempre tratar os outros com respeito e usar palavras carinhosas. Lembrar que precisamos das regras e do cuidado com as pessoas que convivemos é uma boa justificativa do porquê não utilizar palavrões ou agir de maneira agressiva.

   Assim, o Colégio Magnum investe no desenvolvimento das habilidades socioemocionais de seus alunos. É o que Daniela Diniz, coordenadora de Formação do 6° ao 9° Ano, explica. “O desenvolvimento das crianças deve ser visto como um conceito amplo, que atravessa todas as áreas da vida. No Magnum, trabalhamos os valores cristãos, como amor ao próximo, empatia, compaixão e solidariedade com os alunos da Educação Infantil e demais idades e fases escolares”.

 

Como os valores cristãos podem auxiliar na Educação Infantil?

   O Colégio Magnum Cidade Nova, uma instituição cristã, segue os pilares da formação Agostiniana, fundamentada no autoconhecimento, na abertura ao outro, no conhecimento de mundo e na vivência de valores transcendentes.

   “Trabalhamos com valores e com mudança de atitudes. Convidamos os pais a participarem de perto na vida dos filhos, com o grande objetivo de mostrar que o exemplo, o diálogo e empatia são os melhores caminhos para que a criança compreenda que tal comportamento ou tal palavra foge dos ensinamentos cristãos”, explica Daniela.

 

Qual é a origem das palavras e dos comportamentos agressivos?

   A casa e a escola podem ser lugares em que os pequenos podem testar o uso de determinadas palavras ou comportamentos que assimilaram. Eles podem falar uma palavra diferente para ver a reação da família. Se o comportamento foi respondido com risadas, cria-se também uma satisfação de ter criado um momento engraçado. Se essa palavra causa tantas reações sem que o seu sentido ainda esteja claro, a repetição acontece para que se consiga o mesmo resultado da próxima vez.

   Por outro lado, o comportamento agressivo, até mesmo violento, pode ser um reflexo de incômodo, insatisfação, frustrações e necessidades não atendidas. Nessas situações, a criança pode agir de forma extrema.

   A manifestação desses comportamentos é algo que faz parte da vida e da nossa dificuldade em lidar com as emoções. Segundo o portal Educação Infantil, a violência pode surgir como opção de demonstração dessas vontades. É necessário mostrar, então, que ela não é uma possibilidade.

 

Como lidar com palavras e comportamentos agressivos das crianças

   Os adultos devem intervir junto às crianças sempre que um comportamento agressivo ocorrer e desestimulá-lo com muito diálogo. Simultaneamente, estimular a boa convivência e a liberação dos sentimentos de mágoa, frustração e medo. Atividades coletivas, divertidas e que estimulam sentimentos de colaboração e companheirismo são boas aliadas. Além disso, uma interação constante entre pais e escola é fundamental.

   Observar como a criança se comporta em diferentes situações, seja em casa ou na escola, é favorável para compreender os gatilhos emocionais da agressividade. Juntos, família e escola devem ser aliados em prol do bem-estar e do desenvolvimento socioemocional das crianças.

 

Confira mais dicas da Educação Infantil:

1) Sempre observar e se lembrar dos exemplos que estão sendo dados, visto que os filhos absorvem e replicam os comportamentos com facilidade.

2) Evitar dar risadas quando empregam palavras agressivas, mesmo que fora de contexto. Não incentivar o comportamento agressivo. Estimular o diálogo pacífico e respeitoso para falar dos sentimentos e frustrações.

3) Ao conversar com as crianças, explicar que pessoas podem se sentir magoadas com determinados comportamentos, assim como ela se sentiria, lembrando e incentivando o exercício da empatia.

4) Criar formas de demonstrar insatisfação, raiva ou mágoa que não sejam agressivas e sejam combinadas pelos membros da família. Com calma, em momentos que não sejam de crise emocional, é possível estabelecer com a criança uma maneira dela dizer à família que está frustrada ou confusa emocionalmente e que sinalize a vontade de uma conversa antes que o comportamento agressivo se estabeleça.

5) Apresentar alguns dos nomes dos sentimentos às crianças e descrever o que eles causam fisicamente e emocionalmente quando aparecem. Assim, ela pode lembrar de nomear o que sente e pedir ajuda.

 

Gostou do artigo? Visite nosso site e acompanhe nossas redes sociais.