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Sala de aula invertida: como o conceito transformou o ensino no período de quarentena?

12 maio 2020

Chegar na sala de aula sem saber a matéria, ouvir a explicação do professor, fazer exercício e levar dever sobre o tema para fazer em casa são práticas comuns da metodologia tradicional de ensino, incorporado às aulas expositivas. Mas essa não é a única forma de transmissão de conhecimento. Ganha força durante a quarentena da COVID-19 a sala de aula invertida, que vai muito além do que apenas estudar em casa. É uma revolução no modelo de pensar a educação.

 

A proposta da sala de aula invertida

A técnica faz parte das metodologias ativas e visa estimular a independência do estudante na busca pelo saber. O primeiro contato dele com a matéria é fora do ambiente da sala de aula, seja ela física ou virtual. O professor orienta quanto à bibliografia e o estudante imerge na busca pelo novo conhecimento de forma autônoma. Depois da compreensão prévia, é que a interação com o professor e os colegas é iniciada. As interações passam a ser mais ricas e proveitosas, porque o aluno já apresenta sua visão e suas dúvidas sobre o tema.

O modelo de sala de aula invertida foi desenvolvido nos Estados Unidos, em universidades como Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT). No Brasil, tem adeptos no ensino superior e em disciplinas isoladas do Ensino Médio.

 

Aprendizado ativo

Nas metodologias ativas, o foco é estimular a participação dos estudantes no processo de aprendizagem, baseado em problemas e situações reais.

Nessa modalidade, os conteúdos são apresentados antecipadamente aos alunos, por meio de ferramentas digitais, trazendo mais flexibilidade. Com isso, o tempo que seria dedicado à aula expositiva fica livre e a sala de aula, ainda que virtual durante a quarentena, transforma-se em um ambiente para aprofundar a compreensão e esclarecer as dúvidas dos estudantes, tornando o processo de ensino mais eficiente, como explica a Revista Nova Escola.

Para José Morán, professor e pesquisador da USP, os métodos tradicionais, que privilegiam a transmissão de informações pelos professores, faziam sentido quando o acesso à informação era difícil. “Com a Internet e a divulgação aberta de muitos cursos e materiais, podemos aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e com muitas pessoas diferentes”, afirma.

Segundo Cláudia Naves, gestora de Ensino do Colégio Magnum, o uso das metodologias ativas é também uma forma de aumentar a produtividade nas aulas. “Queremos que os alunos sejam protagonistas e reconheçam a importância de sua dedicação e  responsabilidade no seu aprendizado. Enquanto isso, os professores assumem o papel de tutores, como facilitadores desse processo”, conta.

 

Variações do método 

Em alguns modelos de aula invertida, mais comum em ciências exatas, a primeira interação ocorre entre alunos discutindo um problema, tendo o nome de método Peer Instruction (PI), também chamado Instrução pelos Colegas ou modelo colaborativo. Só depois é iniciada a orientação do professor.

Outra metodologia ativa já conhecida entre os alunos do Magnum é a “gameficação”, ou gamification do inglês, que visa tornar mais dinâmica e atrativa a rotina de aprender. A participação dos alunos é estimulada por meio de jogos educacionais ou por meio da apropriação de jogos, que fazem parte da rotina da criança ou jovem, com um cunho educativo. Vale também fazer dinâmicas com a criação de avatares (personagens). O importante aqui é sair da rotina e aproximar o conteúdo escolar do dia a dia dos estudantes.

 

Expectativa de crescimento

Barreiras culturais ainda causavam alguma resistência ao método, diante do já conhecido e confortável modelo expositivo. A quarentena imposta pela pandemia da COVID-19 levou a sociedade a se permitir conhecer esse modelo e outras metodologias ativas de ensino.

Aliás, em maior ou menor grau, a depender do perfil da turma, essa nova abordagem tem sido empregada para tornar as aulas em ambiente virtual mais dinâmicas, de modo a oferecer maior independência aos estudantes e otimizar o tempo de interação com os professores, para sanar dúvidas.

A expectativa é de que esses métodos de ensino ganhem ainda mais espaço no mundo pós-pandemia, em uma sociedade que demandará mais autonomia e responsabilidade, em que o aluno será o personagem principal da sua trajetória escolar.

 

Por que usar metodologias ativas?

As práticas pedagógicas são estruturadas, de modo a fazer com que o estudante participe do seu processo de aprendizado com mais autonomia.

Elas:

1. aumentam o engajamento dos estudantes na realização das tarefas;

2. possibilitam o desenvolvimento das habilidades e competências definidas pela Base Nacional Curricular Comum (BNCC);

3. permitem que os estudantes aprendam no próprio ritmo e de acordo com seus interesses;

4. eliminam a necessidade de elaborar videoaulas longas e maçantes, que podem sobrecarregar tanto professores quanto alunos.

 

Leia também: Educação domiciliar durante a quarentena tem sido desafio para pais

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