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Transição de série: como a escola acompanha o aluno e como a família pode contribuir

13 abril 2021

   O processo de transição de série pode ser uma tarefa difícil para os alunos no começo do ano letivo. No caso de alunos que estão mudando de fase escolar (segmento), as dificuldades podem se apresentar em maior quantidade por conta da mudança de rotina, novas responsabilidades, expectativas e até diferenças no espaço da escola.

   Com todas as mudanças associadas à transição de série, surgem algumas dificuldades. Mas é realizado um trabalho de parceria entre escola, família e aluno para fortalecer o vínculo escolar e moldar as habilidades socioemocionais necessárias. Os ensinamentos, tais como responsabilidade, perseverança e resiliência, além de colaboração com colegas, professores e Coordenação, serão importantes não só durante a mudança, mas para toda a jornada escolar, profissional e pessoal.

   É por isso que, mesmo com todos os desafios, essa mudança de fase deve sempre ser acompanhada de perto, sanando as questões mais sérias e incentivando o aluno a entender como tudo funciona, sempre buscando o acolhimento e a formação de relações positivas dentro da comunidade escolar.

 

A Educação Infantil e as mudanças

   Os alunos da Educação Infantil passam por grandes mudanças quando chegam ao primeiro ano do Ensino Fundamental. Uma delas é a disposição das mesas. Enquanto nos primeiros anos escolares elas são colocadas em grupos, a partir do 1º Ano, os alunos trabalham em duplas. Isso permite, de acordo com Rosália Lopes, coordenadora do 2º Período da Educação Infantil e do 1º Ano do Ensino Fundamental, uma colaboração entre pares. Assim, o aluno continua tendo o apoio do professor e da turma, mas trabalha de forma mais próxima a outro colega.

   Outro ponto importante da transição entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental é o aumento de responsabilidades. A coordenadora Rosália explica que os alunos começam a realizar novas atividades como anotar em cadernos, manter a agenda em dia, lembrar de copiar do quadro as tarefas de casa, retirar materiais individuais da mochila, entre outras partes da rotina escolar que devem ser desenvolvidas desde o começo. “Com esse aumento de autonomia, há mais oportunidade de tempo para realização de atividades. Em menos tempo, as crianças fazem mais atividades do que fariam no 2º Período. No 1º Ano, elas já têm uma série de atividades mais direcionadas a esse aprendizado."

   "O aluno chega ao 1º Ano sem saber esses passos? Não!", explica a coordenadora. Ela conta que o processo de aumentar a autonomia vai acontecendo gradualmente durante a Educação Infantil. "A cada ano que passa, isso vai sendo trabalhado para que a criança tenha mais autonomia. No 1º Período, por exemplo, é feito um acompanhamento maior da professora. No 2º Período, vamos diminuindo um pouquinho esse acompanhamento, dando mais espaço para que a criança trabalhe essa autonomia. No 1º Ano, isso já está um pouco mais relevante. Então, tudo vai numa crescente, é como se estivéssemos caminhando com essa criança e aos poucos chegamos no momento em que ela está mais segura, mas o nosso olhar está com ela, bem como o nosso apoio."

 

Dificuldades e como enfrentá-las

   Nem sempre o processo é fácil, mas Rosália explica que com um trabalho dedicado, a adaptação do aluno é mais proveitosa. "Cada criança tem o seu tempo, o seu próprio ritmo e respeitamos isso", explica ela. E acrescenta que existem diferentes apoios necessários. "Nosso papel, no sentido de Formação, é estar por perto para dar esse apoio de que a criança precisa, sempre em parceria com a família, porque é muito importante essa união em prol do desenvolvimento da sua autonomia também. Com isso, a dinâmica diferente fica mais fácil para o aluno. De acordo com a coordenadora, "a partir do momento que a criança tem o vínculo com a professora, é despertada para a possibilidade de tentar e a vontade de dar conta. Esse processo de estímulo para o aluno avançar é muito importante para que ele sinta que pode conseguir ter novas responsabilidades, vencer desafios e passar pela transição. Assim, o apoio da escola e da família é fundamental.

 

Ensino Fundamental I e expectativas

   Na passagem do 1º para o 2º Ano do Ensino Fundamental, os alunos encontram ainda mais responsabilidades escolares. "A transição do 1º para o 2º Ano vem carregada de expectativas, principalmente no que diz respeito à aquisição da autonomia por parte dos alunos. Os professores planejam propostas que favorecem a adaptação de uma maneira leve, ainda que desafiadora", conta Lana Medeiros, coordenadora de Formação do 2º ao 5º Ano do Ensino Fundamental. Ela também reforça que as dificuldades devem ser respeitadas para tornar a transição entre série mais vantajosa. "O tempo e o ritmo dos alunos são respeitados e as famílias acolhidas e orientadas, para que possam favorecer a adaptação. Neste período, a parceria entre a família e a escola é necessária e fundamental para o sucesso de cada estratégia proposta pela escola."

   Existem algumas mudanças na rotina também, que são muito importantes para a aquisição da autonomia pelos alunos. "No Colégio Magnum, os alunos do 2º Ano ainda permanecem no mesmo prédio que os alunos do 1º Ano. Porém, são incentivados, pouco a pouco, a se deslocarem sozinhos para a sala de aula, onde são aguardados pela professora. Há também o incentivo para que carreguem suas mochilas e lancheiras, o que muitas vezes não acontece quando são menores."

 

Destaque para as habilidades de vida

   Essa autonomia, inclusive, é importante para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. "Nessa fase, sabemos que os alunos já conseguem se organizar com mais independência, cuidando de seus pertences e contribuindo mais para que o clima de cooperação prevaleça em seu grupo de colegas", conta Lana. "Com toda certeza, a habilidade socioemocional responsabilidade é uma das mais trabalhadas no 2º Ano, em função das demandas cognitivas, emocionais e sociais."

   As mudanças acadêmicas são bastante significativas também. "Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos alunos está relacionada à adaptação ao ritmo de leitura e estudos que o 2º Ano vai requerer deles. Além disso, nessa série, as atividades avaliativas como trabalhos e provas passam a integrar a sua rotina e isso costuma, a princípio, assustá-los", explica a coordenadora. Mas a escola ajuda no processo: "a maior e mais importante contribuição que a escola pode oferecer nesta fase é o acolhimento e um planejamento eficaz, intencional e focado nos objetivos que pretende alcançar, pois assim estará favorecendo aos alunos um terreno firme e seguro, numa fase em que as inseguranças são tão comuns."

   Já com as famílias, é importante que seja feito sempre um trabalho em conjunto em prol do aluno. "Ao auxiliá-los nos deveres de casa e nos estudos para as provas, é importante saber o que cabe nesse apoio e o que os filhos já podem e devem fazer sozinhos. Por isso, são realizados atendimentos e reuniões, com o objetivo de orientar e auxiliar as famílias, para que suas ações sejam coerentes com as propostas da escola", conclui Lana.

 

A maturidade do Ensino Fundamental II

   Daniela Diniz, coordenadora do Ensino Fundamental II, relata sobre o rito de passagem do 5º Ano para o 6º Ano: “No final do 5º Ano, realizamos um momento na escola que chamamos de rito de passagem, quando a coordenadora do Fundamental I entrega os alunos para a coordenadora do Fundamental II. Esse momento é muito significativo para os alunos, bem como para as coordenadoras. Proferimos um discurso pautado na despedida do 5º Ano, como agradecimento pelo tempo juntos, realizado pela Lana Medeiros, e o meu discurso é de acolhimento. Eu me apresento e converso sobre o 6º Ano, uma vez que eles têm muitas expectativas sobre essa mudança de segmento.”

   Parte do rito de passagem é a mudança de uniforme. As golinhas das camisas, que antes eram vermelhas, passam a ser azuis nessa fase. Assim, os alunos já são visivelmente parte do Fundamental II, o que é motivo de muito orgulho para eles.

   “Cuidamos muito desse processo de adaptação em relação à organização, à questão do acolhimento desse aluno desde o primeiro dia de aula”, explica, e em relação ao aumento das obrigações escolares e carga horária letiva. “Então, os professores falam sobre cada um deles, sobre a Formação, destacam como vai ser esse processo em cada disciplina, do material que será necessário, esclarecem as dúvidas dos alunos, enfim, nós estabelecemos também os combinados da série com os alunos.”

 

Apoio necessário para transitar entre mudanças

   “Uma outra ação que realizamos é o Magnum Superação, que tem como responsável a professora Carolina Argueso. Por meio de videoaulas temáticas, Carol trabalha a importância de o aluno ter hábitos de estudos, um planejamento de criar essa rotina no dia a dia, bem como orienta os alunos para que possam atingir as suas próprias metas,” conta Daniela. “Utilizamos um calendário em que os alunos vão inserir todas as datas de prova, de trabalho, bem como outras atividades, para facilitar o acompanhamento. E o nosso objetivo é que eles se tornem cada vez mais autônomos.”

   Além desse programa, Daniela cita duas formas de apoio que o Magnum realiza. Uma delas é a rede de acolhimento “Papo de Corredor”. Nesse instrumento, os alunos podem marcar conversas com professores, coordenadores e gestores que fazem parte da rede. O objetivo é dividir suas dificuldades com aquele educador com o qual possui mais afinidade. Caso necessário, os educadores encaminham o aluno para o acolhimento psicológico, que o Magnum também oferece. Durante a pandemia, os atendimentos são virtuais.

   E o papel de ajudar na adaptação vem tanto da equipe escolar quanto familiar, segundo Daniela Diniz. “A interlocução com a família é de suma importância. Assim, é necessário que a comunicação entre escola e família seja constante, bem como da família com a escola também. Percebeu que tem alguma coisa que não está caminhando bem? Como está o seu filho? Ainda não está se sentindo muito adaptado? Então é importante essa comunicação com a escola, para que os educadores possam intervir junto à família.” Por fim, ela diz que trabalhar o acolhimento é um valor essencial na comunidade do Magnum: “É fundamental para que os meninos se sintam seguros, acolhidos, não fiquem com receio pelo número de professores, pelo número de aulas, pelo número de provas, de trabalhos. O acolhimento de todos os educadores fará toda a diferença nesse momento.”